Ontem, no lançamento da revista XXI, Ter Opinião, tive a felicidade de ouvir in loco uma expressão, crismada pela suprema inteligência do Dr. José Manuel Félix Ribeiro, que define na perfeição o status actual do Estado Social. Sem muitas delongas, o Dr. Félix Ribeiro qualificou o actual modelo social como uma “deriva totalitária da democracia”. Simples e cirúrgico. O asfixiamento a que estamos a ser sujeitos resulta do entendimento de que o Estado deve prestar tudo, a todos, a toda a hora, não importando os custos. Este entendimento é inviável, ponto. Ou limitamos as rendas capturadas pelos inúmeros interesses corporativos que gravitam em torno do Estado, ou morreremos de inanição. Não há meio termo.
A greve do futuro (2) – a socialização dos prejuízos
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Caro João Pinto Bastos;
A deriva totalitária da democracia vem de longe: podíamos recuar até 1791 e à república francesa, como bem viam os bons velhos liberais Burke, Tocqueville ou o nosso Herculano.
Para as origens mais recentes e, sobretudo, as prospectivas futuras dessa deriva, espreite aqui:
http://toneldiogenes.blogspot.pt/2009/03/t otalitarismo-democratico.html
Caro Duarte,
Agradeço a sugestão. Li com atenção o texto e fiquei, confesso, interessado. Aliás, a ideia de que a tecnicização da vida moderna carreou o entorpecimento das democracias não é propriamente uma novidade. Já muito boa gente se debruçou sobre esta temática. Contudo, e faço aqui um reparo, não sei até que ponto trazer à colação João Bernardo – não conheço a obra dele, mas sei que é marxista – traduzirá a melhor interpretação do problema em causa. De qualquer modo, agradeço a sugestão.
Um abraço