JCS, “A vitória da esquerda europeia”:
«Não deixa de ser curioso este apoio europeu ao candidato republicano, quando o indivíduo está-se a marimbar para a Europa. Explica-se: A esquerda europeia está há muito sem uma liderança forte, então vão buscar o tio americano, que nem sequer é de esquerda. Mas pronto, faz de conta e fica tudo aí a festejar como se tivesse sido o Fidel a ganhar.
Eu imagino, na Casa Branca, quando chega um assessor de Obama e diz-lhe que tem o apoio dos europeus. O presidente deve pôr-se a pensar sobre o que fez de errado, pois os norte-americanos, para quem trabalha diariamente, estão divididos, mas os europeus, a quem não give a shit, estão todos em peso com ele.
Depois há ainda outra coisa mais engraçada, que é a estupidificação europeia dos candidatos republicanos. Deve ser porque na Europa estamos muito bem servidos de políticos, por isso sentimo-nos à-vontade para gozar com Romney. No entanto, quem nos dera que um pé de Romney viesse governar esta Europa destrambelhada.
Enfim, força Obama. E acredita: a esquerda europeia, vá-se lá saber porquê, estará sempre contigo.»
Que teatro…
A eleição do Obama tem, teve e terá um impacto enorme no mundo. Assim como o desenlace da Crise do Euro, e a economia chinesa. E no geral, todos os países são fortemente pro-Obama
Agora a ver o ‘fiscal cliff’ americano e japonês.
Em política externa uma presidência Romney também seria bastante diference, mais próxima duma 2ª guerra fria.
Caro Samuel. Certamente por não ser liberal – sou democrata – cristão – também aguardei a vitória de Obama. E NÃO SOU DE ESQUERDA.
Caro Samuel:
Não perca tempo com bonecos televisivos – que não mandam nem podem nada.
(Desta vez, o slogan foi o do standard The best is yet to come…)
Não lhe dou novidade nenhuma a si, mas talvez algum dos leitores mais jovens deste blogue queira reler o techo do discurso de despedida de Eisenhower transcrito aqui… e ficará a saber quem manda:
http://en.wikipedia.org/wiki/Military%E2%8 0%93industrial_complex
E mais particularmente quanto a si, meu caro Samuel Paiva Pires, permita-me a chamada de atenção e especial dedicação dos dois apontamentos – Bread, Circuses and Decline; The Owl of Minerva Spreads its Wings at Dusk – escritos por alguém que muito aprecio:
http://maverickphilosopher.typepad.com/
Muito obrigado, meu caro!
A confusão que vai nas cabeças de certas pessoas… alguém que se diz «democrata-cristão» a dar a entender que ficou contente com o triunfo do Sr. Hussein! Que é um liberal!
Pelos vistos não sabem que, além de ser a favor do «casamento» entre pessoas do mesmo sexo, o actual presidente dos EUA concorda com o denominado «late term abortion» – a possibilidade de se fazer um aborto em qualquer momento da gravidez, mesmo no final daquela!
A confusão é de quem não sabe ler ou perceber o que está escrito. Não falo, nem vem ao caso, sobre casamentos gay e aborto. O que, neste caso, distingue republicanos de democratas nos EUA é a política social. E isso que me interessa. E é por ela que prefiro Obama, que até podia chamar-se Abraão, Ali ou outra coisa qualquer.
Só significa a queda de quem construiu os EUA, que foram os europeus que para lá emigraram (ingleses, alemães, italianos, irlandeses, franceses, polacos, portugueses, suecos etc…). E quando a queda demográfica for total os EUA vão cair, isso é certinho como foi a queda de Roma.