A ruína do país deve-se, também, àquilo que o António Araújo descreve brilhantemente nesta posta:

 

“Querem falar das razões da quebra da natalidade em Portugal? Ou preferem discutir a necessidade de hábitos de poupança das famílias? Ou ainda outra coisa: num momento em que há uma redução no rendimento disponível dos portugueses, devido ao desemprego, aos cortes e ao aumento de impostos, não seria a altura certa para evitar ou minimizar o peso de despesas como esta, a dos manuais escolares?      
    Em entrevista ao Magazine de Educação (da Porto Editora), o Professor Adalberto Dias de Carvalho afirmou que, feitas as contas, o sistema de empréstimo fica mais caro ao Estado. Bom mesmo é comprar os livros às editoras. Pague-se, pois. 237 euros para os livros de uma aluna de 12 anos. Pague-se. Pague o Estado, paguem as autarquias ou paguem as famílias. Mas paguem, comprem, não troquem nem emprestem livros. O Professor Adalberto Dias de Carvalho é investigador do Observatório dos Recursos Educativos (ORE). Diz o site deste Observatório: «O ORE conta com o apoio da Porto Editora». Como pai de família que acabou de gastar 237 euros em manuais só para uma das suas três filhas,  gostaria de saber em que consiste e qual o montante do «apoio» conferido pelo Grupo Porto Editora ao Observatório dos Recursos Educativos. E gostaria de saber quais as fontes próprias de receita deste Observatório, além das que provêm do «apoio» da Porto Editora. Como pai, como cidadão, pedia que alguém – um deputado, talvez, ou um jornalista? – fizesse estas perguntas.”