
” Alexandre Herculano, exilado na própria Pátria, condenando com veemência a desordem constitucionalista, e confessando a sua desilusão em palavras sinceras e claras como estas: « morro sem acreditar que as instituições democrático- republicanas convenham à velha Europa »
Garrett, que, horrorisado com a obra em que colaborara nas horas românticas da mocidade, proclamando em pleno parlamento « a maior das vergonhas confessarmos que errámos, que errámos muitas vezes »”
« Os Nossos Mestres », juízos e depoimentos coligidos por Fernando Campos
Só se desilude quem muito acredita; continuando no campo da Política, um cálice de que eu também já senti o sabor amargo.
Na vida pública de hoje só há lugar para a admissão dos erros alheios.
Mesmo!…
Com a frase sobre Herculano concordo totalmente. É aliás patrono lá do cousas, agora a do Garrett?
O errado é não reconhecer os erros, o que impede esse reconhecimento é a teimosia e a arrogância excessivas.
Saudações
Concordo com o Nelson: não vejo vergonha no confessarmos que errámos. Mas, não obstante, coloquei essa frase tão só para evidenciar o quão ” horrorisado [ se sentia ] com a obra em que colaborara nas horas românticas da mocidade “.