Numa escola EB23, pública, em Setúbal, 5 semanas após o início das aulas há varias turmas que ainda não têm professor de Matemática nem de História. Na mesma escola, a professora de Fisico-Quimica lecciona, com dificuldade e erros factuais, ate mesmo os rudimentos do programa de que foi incumbida.
Nesta escola, bem como noutras – publicas e privadas – grande parte dos alunos envergam roupas caras, chegam de carro à escola, nao praticam quaisquer actividades extracurriculares, nao sabem o que querem ser, desconhecem o que é ter rotinas, obrigações e consequencias para as suas escolhas, e somente a custo conseguem urdir dois pensamentos conexos. Na forma tentada.
Numa escola do 1º ciclo, a quase totalidade dos alunos não sabe dizer em que mês nasceu. Leram bem o que escrevi: nao sabe dizer em que mes nasceu. Filhos de portugueses e de imigrantes, que nao saem da mais abjecta miseria, nem sairão, mas que talvez pudessem sair se o Estado cessasse de insistir em amolecer-lhes a vida com doutrinas inclusivas e paternalistas.
Mais a jusante, ouço dizer que se houvesse eleições, outra forma de socialismo ganharia; que esta nao serve porque é muito austera, porque não paga às pessoas o que elas conquistaram ao logo dos anos. A cassete Abrilista de fio a pavio.
Não sei de que pessoas, nem de que conquistas, esta gente conversa. Vivem noutro planeta que não o meu.
E eu quero sinceramente que se empalem de frente na realidade o mais depressa possivel.
Tens de falar com um outro colega nosso, porque há uns 3 ou 4 anos, na escola dele, o colega dele que dava 12º ano de física somava vectores como se escalares fossem e queixavasse que os exercícios do livro estavam todos errados.
Viva o eduquês! vivam as bestas!
«queixavasse que os exercícios do livro estavam todos errados»
QUEIXAVASSE! QUEIXAVASSE! QUEIXAVASSE!…..QUEIXAVASSE!
Palpita-me que este comentador também frequentou a “Escola de Abril”.
Amigo Carbonário, ele (o do erro) apenas faz jus à qualidade ortográfica dos escritos do autor Melro, o tal que manda “empalar-se” um punhado de gente que desdenha. Sim, o tal que tem um o subconsciente pejado de traumas revolucionários. Sussurra-lhe socialismo ao ouvido e verás.
O que é mais engraçado nos vossos comentários é terem vindo aqui parar assumindo que eu, supostamente uma pessoa de bem que se rala com os efeitos daquilo que escreve, cogitaria decifrar aquilo que pretendem. Reles matilha, bom proveito.
Ali os buiças nunca se enganaram, claro. Quanto ao conteúdo, desprezam-no porquê? Não perceberam?!