Dobrar a Bandeira Nacional
A dobragem da Bandeira Nacional, especialmente em cerimónias, deverá ser efectuada de modo a que, no final, resulte um rectângulo com a largura e comprimento do Escudo Nacional. A dobragem deverá ser feita por, normalmente, quatro pessoas, seguindo os seguintes passos:
1. Coloca-se a bandeira na horizontal, segura pelas bordas da tralha e do batente;

2. Dobra-se o terço superior para trás;

3. Dobra-se o terço inferior para trás;

4. Dobra-se o lado do batente (encarnado) para trás;
5. Finaliza-se, dobrando-se o lado da tralha (verde) para trás.
O resultado:

(Macau, 1999)
Assim se trata a Bandeira Nacional com respeito e se dobra de forma a se poder ver exactamente qual a sua posição evitando equívocos (no mínimo) embaraçosos. Não se dobra a Bandeira Nacional como se fosse um lençol ou uma toalha!

Que grandes republicanos estes que comemoraram o Cinco de Outubro de 1910! Tanto discurso inflamado, tanto orgulho nos “valores republicanos” e nem a própria bandeira sabem tratar com o devido respeito, numa cerimónia feita para as câmaras numa Praça do Município vazia de assistência. Com cerimónias como a deste ano, a suspensão do feriado é um bom pretexto para os republicanos deixarem de celebrar o Cinco de Outubro: é um favor que fazem à República.
Imagens e texto do protocolo de dobragem da Bandeira Nacional do site dos Escoteiros de Portugal – Grupo 242 de Corroios, a quem envio saudações cordiais. No mesmo site pode ser consultado o texto do Decreto-Lei nº150/87 de 30 de Março, sobre o uso da Bandeira Nacional.
João dê uma vita de olhos nisto: ar-portugues-tanto-mar-para-tao-pouca-ma rinha-1566092?p=1
http://publico.pt/Pol%C3%ADtica/serie-m
Claro que é um assunto que “não interessa” nada.
Foi de facto um episódio que de insignificante passou a simbólico. Talvez coincidente com a época em que atravessamos. Contudo figuras públicas de direita portuguesas ou estrangeiras também têm gestos ou afirmações lamentáveis e “criminosas”. omo-as-mulheres-servem-para-ser-violadas-1 566122 (http://www.publico.pt/Mundo/as-leis-sao-como-as-mulheres-servem-para-ser-violadas-1566122) Em pleno século XXI estas coisas são inadmissiveis, ainda mais vindas de pessoas que supostamente têm responsabilidades na governação dos destinos de um povo.
José Manuel Castelao, antigo deputado do Partido Popular espanhol no Parlamento da Galiza entre 2005 e 2009 presidente do organismo espanhol para os cidadãos no estrangeiro, afirmou que “As leis são como as mulheres, servem para ser violadas”. http://www.publico.pt/Mundo/as-leis-sao-c
Cada vez mais a vida política é protagonizada por gente medíocre, cuja mediocridade vem ao de cima quando lhes dão importância e tempo de antena. E isso é algo que percorre todo o espectro político.
Obrigado pelo seu comentário.
JQ
Caro Nuno, obrigado pelo link. Infelizmente a situação é ainda pior do que isto: há áreas em que a nossa capacidade naval está a zero, como por exemplo a guerra de minas. Temos no continente quatro portos “capitais” (Leixões, Lisboa, Setúbal e Sines) além dos Açores e da Madeira. Devia haver um mínimo de seis draga/caça-minas. Não temos um único há 20 anos. Zero.
Esta suposta «bandeira nacional» não merece respeito.
Não estou de acordo consigo. Eu sou monárquico, e não gosto da bandeira verde-rubra por razões politico-ideológicas e também por razões estéticas. Mas, goste-se ou não, é o símbolo nacional internacionalmente reconhecido e deve ser respeitado. Espero que a azul e branca regresse ao seu devido lugar quanto antes, mas até lá devemos (monárquicos ou republicanos) ter um comportamento digno e irrepreensível neste aspecto. Pelo menos, é assim que eu vejo as coisas.
Obrigado pelo seu comentário.
JQ
Nada nem ninguém – nem mesmo a «lei» – me pode obrigar a respeitar o «ignóbil trapo» (expressão de Fernando Pessoa), bandeira da Carbonária, de terroristas e de assassinos, de regicidas. Não faltaram, aliás, após o 5 de Outubro de 1910, republicanos (como Guerra Junqueiro) que a contestaram, que preferiam manter as cores azul e branca, mesmo que retirando a coroa.
Não estou a dizer, nem quero significar, que vou cuspir-lhe, mandá-la ao chão, queimá-la (o que nos EUA é considerado legal, dentro da liberdade de expressão) ou servir-me dela para limpar uma determinada parte do corpo. Isso não – quanto mais não seja porque tais tarefas exigiriam de mim um esforço que a dita cuja não merece.
Agora, reconhecê-la como digna e legítima… isso nunca!