
” A figura de Henrique de Paiva Couceiro é das que engrandecem a Pátria onde nasceu. ( … ) De Angola, onde o seu governo é tido como o Maior, [dá-se conta ] do descalabro constitucional, e quando volta ao continente, combalido pelo desast
re que sofrera, sabe do assassinato de El-Rei D. Carlos e do Príncipe Real.
Apercebeu-se da fraqueza do regime, e quando o assalto dos republicanos se dá em 5 de Outubro, é ele que nos aparece, grande na sua bravura e energia em reacções activas. ( … )
Depois tornou-se a alma da reacção contra o maçonismo internacional da República ( … ). A falta aos compromissos tomados, a cobardia e as traições explicam o malogro da restauração da Monarquia. E as prisões enchiam-se…
Apercebeu-se da fraqueza do regime, e quando o assalto dos republicanos se dá em 5 de Outubro, é ele que nos aparece, grande na sua bravura e energia em reacções activas. ( … )
Depois tornou-se a alma da reacção contra o maçonismo internacional da República ( … ). A falta aos compromissos tomados, a cobardia e as traições explicam o malogro da restauração da Monarquia. E as prisões enchiam-se…
Toda a sua vida é um sacrifício aos seus pontos de honra; mas a pensão de sangue que ganhou foi-lhe suspensa. Nem depois do Exército estar no poder procurou este saldar em nome da Pátria o acto de justiça de lhe pagar essa dívida. ( … )
Toda a sua vida é um modelo de patriotismo, de carácter, de exemplo perfeito de uma alma de eleição que se deu à Pátria, só à Pátria.
Conde de Vale de Reis, « Paiva Couceiro, Biografia Política e In-Memoriam »
Cristina:
« – Ó Mãe, foi nesta cama, ora não foi
que ele dormiu? Ele era como? Como?
Ele trazia uma espada à cinta
e até parecia, pois parecis, Mãe,
o senhor São Miguel da nossa Igreja? »
….
É a primeira estrofe do Cantar a Meu Roldão-Gesta Frustrada de Paiva Couceiro, escrita pelo nosso comum e velho amigo – Tomaz de Figueiredo -, hoje no volume II da sua Poesia, editado pela INCM.
E quem melhor que o nosso Tomaz, também ele da estirpe dos Cavaleiros sans peur et sans reproche!
O Comandante!… Ele sozinho, se não lhe têm faltado as balas lá no al to da Penha de França, tinha salvo a Monarquia. E, ah! que se Mousinho ainda estivesse vivo e ao lado dele…
(Mas, veja a Cristina como somos: não foram só as munições que se lhe esgotaram; alguns dos artilheiros dele, mancomunados secretamente com os republicanos, disfarçadamente erravam a pontaria… Mas, como já aqui disse, mesmo nos republicanos dessa época não faltavam muitos que eram portugueses bons, embora iludidos, que é muito fácil corrermos atrás de sonhos. Permita-me destacar aquele que, também ele sozinho, na Rpotunda, pode dizer-se que fez triunfar a República: – António de Azevedo Machado Santos. No relatório escrito que este apresentou em 1911 sobre a sua participação nos acontecimentos, não esquece no fim de elogiar a bravura de… Paiva Couceiro! Machado Santos, assassinado pelos republicanos extremistas na “Noite Sangrenta” de Outubro de 1921… )
Paiva Couceiro e Mousinho!… Portugal tem na sua História Grandes, Grandes Homens!
Tomaz também, de modo diferente, apenas porque nele o campo de batalha era outro, as armas as palavras…
Machado dos Santos um ” enganado ” bem intencionado…
É um prazer ler os seus posts/comentários, Duarte!