Como se não nos lembrássemos

O novo artifício consiste em “mover as massas” – com alguns casos hilariantes  que ameaçam repetir-se – , concentrando-as em redor dos palácios que abrigam os órgãos de soberania e tentando o contornar da legalidade expressa pela maioria. É essa a reinterpretação da democracia, atirada aquela imposta pela lei do voto, a da escolha livre e em recolhimento, para a vala comum da história. Anteontem em Atenas, ontem em Lisboa e hoje em Madrid, eis o recurso à velha fórmula que outrora fez carreira em S. Petersburgo e também, aqui lembramos, nas ruas do Portugal de 1974/75.

 

Concordemos ou não com a actual fórmula sob a qual se ergue o Estado, isto é subversão. 

11 Comments

  1. jojoratazana

    “Concordemos ou não com a actual fórmula sob o qual se ergue o Estado, isto é subversão.”

     Que outro nome o senhor queria dar?
    O estado novo se calhar caia duma rajada de vento?

  2. CeC

    O problema “real” será a falta de controlo sobre esta nova tendência de oclocracia através das redes sociais.
    Verdade seja dita, já nem dá para acusar uma esquerda demagoga, um sindicato populista ou até mesmo uma Imprensa sensacionalista…

    Preocupante, sem dúvida.

  3. JMJ

    Mas então porque não convoca o Governo uma manifestação a favor das suas politicas?

    Ao menos ficávamos a saber quem é que está a favor do Estado a que isto chegou.

    Já estou a ver os Belmiro e o Balsemão e todos os seus amigos a marchar avenida abaixo, cantando canções da mocidade portuguesa, de braço dado com Passos Coelho, Portas e Cavaco, com trarnsportes e lanche para a populaça, patrocinados pela PT e pela TMN, Vodafone, Optimus, SONAE, Pingo Doce, EDP, Brisa, BCP, BES, BPN (oops, este não), etc. etc. etc…

Deixe um comentário

© 2026 Estado Sentido

Theme by Anders NorenUp ↑