“Esta notícia só pode ser resultado de uma grande maldade que fizeram ao jornalista da Visão. Percebo que às vezes é preciso lançar nomes para a praça pública, até para os inviabilizar. Mas também não é preciso exagerar nas cortinas de fumo. Ninguém acredita que esta senhora tem condições para ser Procuradora Geral da República.”
Nuno Gouveia, in 31 da Armada
Ao contrário do Nuno Gouveia, conhecendo bem como funciona o admirável mundo novo da Justiça portuguesa, acredito piamente que o nome de Cândida Almeida esteja a ser, neste preciso momento, seriamente cogitado para o cargo cimeiro da Procuradoria-Geral da República. A blasonaria trombeteira de Cândida Almeida exigiu desde sempre uma recompensa à altura da sua magnificência servil, mesmo que tal sucedesse à custa da credibilidade de um sistema já de si putrefacto. A desvergonha neste “torpe dejecto de romano império” não tem limites. Como dizia Herculano, “isto dá vontade de morrer”.
Por mim, a justiça caseira já está há muito enterrada (vidi!:)! Neste campo ou É ou não é- será como em certos momentos na Vida, onde não há lugar para o cinzento: ou se É Branco ou é se é negro (das trevas!). E o pior é que, tantas vezes, parece um circo onde os Adestradores, como no filme Water for Elephants (http://youtu.be/CFxM3M0mwHM (http://youtu.be/CFxM3M0mwHM)), massacram os Animais, mantendo-os em condições deprimentes e desumanas, anulando-lhes Direitos inalienáveis para que a turba alienada que, intemporalmente, adora “panem et circenses”, lá vá bater palmas, enquanto os Animais são torturados e anulados nos Seus Direitos mais Básicos e Inalienáveis! Os Adestradores são considerados as estrelas e parecem tão bonzinhos para os Animais na arena, mas Estes só o são enquanto mimetizarem o que lhes foi inculcado à força, por condicionamentos pavlovianos! E o circo passa por todas as aldeias, pois, afinal, desde que se divirtam com o palco, querem lá saber dos bastidores onde as cenas cénicas (passo o pleonasmo:) são montadas ao milímetro e onde O Sofrimento nutre o divertimento alarve alheio! Quanto aos intocáveis (na lógica inversa da hindu:), esses estarão sempre muito bem, podem fazer as maiores barbaridades que contam com uma impunidade abjecta, pois se um fio da rede fosse cortado, lá a Aranha-Mor veria a sua casa totalmente desmontada. Houvesse Hombridade e seria como um novelo- pegava-se numa ponta e acabar-se-ia noutra. Poder-se-ia tb recorrer aos quadrinhos do FBI, cujos intertextos não enganam, só os da Memória Curta alienados pelo show business- George Orwell tinha toda a razão, quanto ao “triunfo dos porcos”!