” Que Monarquia Querem? “

” A esta pergunta peregrina queremos responder lealmente aos nossos adversários políticos, dizendo-lhes, como honradamente nos compete, que somente conhecemos uma monarquia. A Monarquia não sofre desvio na inteligência da sua instituição perfeita, porque a sua doutrina assenta, ao mesmo tempo, na tradição e no progresso de cada Povo, vigorando como libertadora do Homem, pelos privilégios da sua grandeza integral e reconhecimento das suas virtudes ancestrais ( … ) A Monarquia Portuguesa foi sempre hereditária, católica, tradicional, orgânica, popular como representativa das suas gentes, ouvidas nas Cortes Gerais em todos os negócios importantes para os destinos dos povos. ( … )

A’ pergunta feita à falsa fé se queremos o constitucionalismo liberal ou se preferimos a Monarquia das Ordens- e neste ponto foge-lhes a língua para a maior maldade, ao insinuar o absolutismo, que, eles sabem, nunca existiu em Portugal, até porque, devido à constituição social da nossa Monarquia tradicional, este regime assenta no reconhecimento das legítimas liberdades -, respondemos: queremos a Monarquia municipalista e descentralizadora, assente nos foros e respeitadora de todas as mais legítimas liberdades e franquias do homem. “
Fernando de Aguiar, Revista « Tradição »

4 Comments

  1. Paulo Cunha Porto

    Querida Cristina,
    Condensação Lapidar!
    A Monarquia que nos pde salvar é a que subverta o totalitarismo dos partidos, sem cuidar das maiorias passageiras e impensadas expressas no volátil voto neles.
    E que não venham com argumentos possibilistas: Homens dignos do nome são os que fazem o tempo, não os que se deixam fazer pela aparência instalada dele.

    Beijinho

    • Cristina Ribeiro

      O Paulo disse-mo tantas vezes, e eu queria acreditar que era possível outro caminho; como disse ontem, depois de muito reflectir sobre a monarquia de fachada que anda por aí, e a conclusão só podia mesmo ser esta.
      Beijinho.

  2. goncalo

    nunca li tanta parvoice num blog junta. lol

    • Cristina Ribeiro

      Fiquei cá a pensar: porque é que o Gonçalo se terá dado ao trabalho de comentar?
      Deve conhecer aquele ditado ” não se bate em cão morto “, pelo que, no fundo, deve pensar que não está morto, e perde tempo a apedrejá-lo :))

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