«Em Portugal, a “cadeira do poder” também está vazia. O primeiro-ministro lidera o governo, mas não se elevou a líder do País.

Para liderar o País, PPC tinha de ter uma estratégia política clara e, infelizmente, até agora, não apresentou nenhuma.»

Joaquim Couto, no Portugal Contemporâneo.

 

«É importante realizar uma espécie de “estados gerais” da maioria que juntasse o PSD, o CDS e independentes. O Presidente convocou, e bem, o seu, o de Estado. Mas a maioria tem o dever indeclinável de redescrever politicamente a sua, como agora se diz, “narrativa” em fase de elaboração do orçamento para 2013, com novas medidas (discutíveis) anunciadas, perante as conclusões da 5ª avaliação da “troika” e por causa da Europa. A realidade é sempre mais rica e complexa do que qualquer “modelo” mais ou menos académico. E a política serve precisamente para debater isso – para prosseguir a conversa, e não para a fechar, que é uma bela ideia dos filósofos pragmatistas norte-americanos. Se alguma coisa boa resultou dos ruídos, falados ou silenciosos, dos últimos dias é que esta maioria democrática não é apologista do pensamento único. Encontrar-se consigo mesma, encontrar-se com o país e encontrar-se com alguns daqueles que, das esquerdas e das direitas ou independentes sem partido, possuem pensamento próprio, só pode fazer bem à coligação e ao governo.»

João Gonçalves, no Portugal dos Pequeninos.