A novilíngua pantomimeira do passismo

Não poderia estar mais de acordo com o Samuel de Paiva Pires. O amadorismo comunicacional deste Governo está a atingir o ponto de não retorno. A aposta numa abordagem asséptica que edulcore medidas – não está em causa a bondade ou necessidade das mesmas – que atingem duramente os bolsos dos contribuintes, é o corolário lógico de uma acção governativa escorada na patranha permanente. Enquanto estivermos submetidos à ditadura da emergência e à saga impostadeira que alimenta o pantagruelismo do Estado, a narrativa justificativa baseada numa novilíngua burlona é, queira-se ou não, a coonestação do inaceitável. Até quando estaremos dispostos a aceitar estes descaros?

4 Comments

  1. Samuel de Paiva Pires

    Como escrevi há dias, o passismo está cada vez mais parecido com o socratismo.

  2. Nuno Castelo-Branco

    Má comunicação: foi precisamente isso que afirmei a Álvaro santos Pereira. Ninguém explica, não existe qualquer preocupação pedagógica. repetem os erros de cavaco que muito lampeiro afirmava há uns quinze anos que …”os portugueses não devem ser consultados a propósito de Maastricht,porque não estão informados acerca do assunto!”

    http://estadosentido.blogs.sapo.pt/2063843.html

  3. João Pinto Bastos

    Estou de acordo Samuel. Começa a haver uma estranha semelhança, ou não, entre o socratismo e o passismo. 

  4. João Pinto Bastos

    Nuno, não me parece que Álvaro Santos Pereira tenha seguido o teu conselho, para mal dos nossos pecados. 

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