Mês: Maio 2012 (Page 1 of 19)
Saiba o que “eles” andam a fazer. Veja as restantes fotos aqui. Poderá também ver a porcaria que lá estão a instalar, aqui!
* Haverá alguém na Assembleia Municipal que tenha o bom senso de EXIGIR saber para onde foram os candeeiros que lá estavam há mais de um século e que são anteriores à “mamarracha de 1910”? Já agora, quem forneceu os palitos de fósforo agora lá instalados? Convém saber mais acerca deste assunto, pois tresanda ao mesmo de sempre: mau gosto micro-burguês, despesismo – e diz ele que quer por as contas da CML em ordem? – e vamos lá a saber se não houve uma “empresa amiga” a lucrar com mais este despautério depredador de património.
É já daqui a umas horas que terei o prazer de moderar um debate que, além de oportuno, se afigura como um grande momento de formação política. Sendo aberto ao público, podem confirmar presença no Facebook.

Com António de Sampayo e Mello, autor de “Monarquia? Em Busca de um Caminho Para Portugal”. Mais informações aqui.
Já o havíamos avisado que este era o grande objectivo de Merkel y sus muchachos. Agora a coisa parece bastante mais séria e real. E, ao mesmo tempo, humilhante. Debaixo de um já de si humilhante Pacto de Redenção, e de acordo com o jornal i de hoje, “para vencer as actuais dificuldades, os países endividados do Sul da Europa, Portugal, Espanha, França e Itália, poderão ser convidados/obrigados a pôr as reservas de ouro e os tesouros nacionais como garantia de um plano de assistência e estabilização financeira de 3 mil milhões de euros que está a ganhar forma na Alemanha, em alternativa à criação de eurobonds.
A ideia de criar um “Pacto de Redenção” para a zona euro nasceu na Universidade Johannes Gutenberg, em Mainz, e foi apresentada, pela primeira vez, em Dezembro de 2011, pela professora Beatrice di Mauro na reunião anual do Conselho Económico alemão que se realizou naquela instituição.
Aparentemente, a ideia fez o seu caminho e a chanceler Angela Merkel já prefere este pacto à criação de eurobonds, uma questão que levanta grandes dificuldades ao parlamento alemão, o Bundestag, impedido de o fazer constitucionalmente.
O Pacto de Redenção combinaria as vantagens de taxas de juro semelhantes às da Alemanha e permitiria aos países endividados do Sul da Europa reduzir as respectivas dívidas.
O plano separaria as dívidas dos estados membros em duas componentes: soberana e não soberana. Tudo o que estiver acima do limite de endividamento de 60% imposto pelo Tratado de Maastricht seria considerado dívida soberana. A restante parcela de 40% ou mais seria gradualmente transferida para o “fundo de redenção” que seria suportado por obrigações europeias comuns.
Os britânicos acham a ideia interessante, mas admitem que a exigência de colocação das reservas de ouro e tesouros nacionais como garantia de empréstimos possa vir a inflamar as opiniões públicas em Itália e Portugal, segundo o “Daily Telegraph”. Portugal e Itália possuem grandes reservas de ouro. A Itália tem 540 toneladas e Portugal 382,5 toneladas, avaliadas pelo Banco de Portugal em 14,9 mil milhões de euros.
Na sua primeira grande entrevista após a eleição presidencial, na terça-feira, o chefe de Estado francês, François Hollande, disse que Angela Merkel admite o princípio do crescimento como ele próprio admite o princípio da “seriedade orçamental”.
Sobre a questão das eurobonds, a que a Alemanha se opõe, Hollande deu a entender que se poderá chegar a acordo a longo prazo, mas “não de imediato”.
O presidente francês pediu a semana passada na reunião informal da zona euro que a “perspectiva” dessas obrigações europeias, uma forma de mutualização das dívidas, fosse inscrita na ordem do dia da próxima cimeira de chefes de Estado e de governo da União Europeia em Junho.
No entanto, Merkel continua a opor-se firmemente a esta solução, que considera “não contribuir para o crescimento”.
A utilização de ouro para financiar operações financeiras pelos estados-membros “não é uma opção”, porque o ouro está ali apenas para proteger o euro, segundo Natalie Dempster, do Conselho Directivo do Ouro. Por agora, os tratados europeus proíbem formalmente que os estados-membros promovam operações de venda de ouro dos respectivos bancos centrais para financiamento corrente.”
Mas, como bem sabemos, os Tratados hoje em dia alteram-se ao pequeno almoço. Daí ao desaparecimento do nosso último bem é apenas uma questão de dias. E vamos andando…
Manifeste o seu desagrado por esta possibilidade directamente junto das autoridades alemãs:
Embaixada da Alemanha em Lisboa – Contacto aqui
Chanceler Angela Merkel – Contacto aqui
Consulte o documento aqui.
Ainda hoje falava com alguém sobre isto que Maria Teixeira Alves escreve em “Terei eu sido escutada?” (que só vem dar razão a Pedro Arroja):
«Portugal é um país de intriguistas, de invejosos e fofoqueiros. Em meia-hora qualquer pessoa sabe a vida privada de um Balsemão, de um Nuno, de um Miguel Relvas, da minha, daquele, do outro. Neste país toda a gente sabe tudo. Há pessoas a fazerem informalmente o papel dos “Silva Carvalhos” desta vida. Só não há é dossiers em papel ou em suporte informático, mas há ficheiros secretos de toda a gente na cabeça de muita gente.»
A razão é simples. Após o fim da guerra, os fantoches polacos do PC subserviente a Moscovo, encheram os antigos campos erguidos pelos alemães com judeus, alemães expulsos das suas terras pelos comunistas de Lublin e muitos outros “indesejáveis” como por exemplo… milhares e milhares de polacos! Bem vistos os factos, Obama não se enganou, apenas quis dizer outra coisa.
Uma maçada, esta história sempre tão desagradável para vários convivas.
«As Nações Unidas decidiram escolher o Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, como um dos seus líderes para o turismo. Uma escolha que está a levantar uma onda de indignação junto de activistas dos direitos humanos.
Mugabe, 88 anos, é acusado de corrupção e violação dos direitos humanos. Foi porém uma das escolhas da World Tourism Organization da ONU (UNWTO), que resolveu atribuir a ele e a outras personalidades – como o seu aliado político e Presidente zambiano Michael Sata, 75 anos –, o estatuto de enviados internacionais para iniciativas turísticas.»
A seguir, deve ser escolhido pela FAO (Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação), como reconhecimento do seu mérito na gestão agrícola, e pela Organização Mundial para as Migrações pelo seu sucesso na migração da população zimbabueana de raça branca. E, porque não, o Nobel da Paz? Já esteve mais longe.

Faleceu ontem, em Lisboa, o Sr. George Potamianos, empresário grego há muito radicado em Portugal, proprietário de uma das poucas companhias marítimas portuguesas e única no ramo dos cruzeiros marítimos, a Classic International Cruises, armadora do paquete «Funchal».
Será um nome pouco ou nada conhecido do grande público, mas que é incontornável do panorama marítimo português das últimas décadas por ter mantido a tradição e a presença portuguesas (ainda que com capitais gregos) no sector dos cruzeiros, e com grande sucesso e prestígio (para a empresa e para o país), com paquetes portugueses, tripulados por portugueses e registados em Portugal.
Em 1985, durante a última situação de falência iminente e intervenção do FMI, e quando o governo de Mário Soares extinguia a CTM – Companhia Portuguesa de Transportes Marítimos e vendia a frota a preço de sucata (mesmo os navios com meia-dúzia de anos), George Potamianos conseguiu salvar o «Funchal», e manteve-o em actividade aproveitando o know-how e os recursos humanos que o governo português atirava para o desemprego. Em 1988, adquiriu também o maior paquete português de sempre, o magnífico Infante Dom Henrique (que já não existe).
Após quase quarenta anos de desmaritimização, na frota mercante portuguesa não há actualmente um único petroleiro, nem um único navio de transporte de gás (apesar da aposta no gás natural, e do facto de grande parte dele chegar até nós por mar), nem um único navio químico, nem um único navio de carga refrigerada, nem um único cargueiro de carga rodada, nem um único transporte de automóveis (por exemplo, toda a exportação da Autoeuropa segue em navios estrangeiros); há apenas um ferry de passageiros e veículos moderno; os poucos porta-contentores que existem são pequenos.
Mas há, ainda assim, paquetes com a bandeira portuguesa e isso deve-se a um cidadão grego, não apenas empresário mas amigo de Portugal e admirador das nossas tradições marítimas. Não surpreende, portanto, que George Potamianos nunca tenha recebido qualquer condecoração ou homenagem por parte do Estado Português, apesar dos esforços nesse sentido feitos junto da Presidência da República.
À família enlutada e à Classic International Cruises endereço as condolências, com gratidão e a certeza de que a obra será continuada.
“Como ali disse, «estamos a viver tempos que convidam a que nos “fechemos” dentro de um livro. Não é, pois, por acaso que têm aparecido alguns neste blogue. Essa capacidade de isolamento, essa barreira prodigiosa contra a tagarelice, esse momento único de redescrição do mundo que a leitura ou a música conferem, foi descrita de forma lapidar por George Steiner num intitulado No castelo do Barba Azul – algumas notas para a redefinição de cultura, traduzido pela Relógio D’Água: «os livros bem-amados são a sociedade necessária e suficiente do indivíduo que lê a sós.»”


