Mês: Abril 2012 (Page 1 of 14)

Mohamed VI, o dique contra o extremismo islâmico

Após o resultado das últimas eleições, seria de esperar que passo a passo o executivo tentasse a total islamização de todos os serviços públicos. Iniciou o processo através de novas regras a impor à televisão estatal marroquina. Além dos cinco chamamentos diários à oração, quis colocar um ponto final nas emissões em francês, dedicando aquele espaço à religião e à quase certa difusão de um bem conhecido reaccionarismo que se tem livremente instalado de Tunis ao Cairo.

 

O monarca opôs-se, acompanhado pelos partidos da oposição parlamentar e numerosas personalidades da sociedade civil, destacando-se conhecidos intelectuais marroquinos.

 

O primeiro-ministro Benkiran atreve-se agora a afirmar que “os reis não estão forçosamente rodeados de boas pessoas (…), podem estar rodeados de inimigos que serão os primeiros a deixá-los cair” Indo ainda mais longe vai ameaçando que “a Primavera árabe ainda não terminou e poderá voltar”. 

 

Estamos então perante o dilema de num país que votou maioritariamente no partido islamita, o Rei ser obrigado a intervir para garantir aquilo que segundo as suas palavras, é o “dever do respeito da pluralidade cultural e linguística de Marrocos”.

 

Oxalá os Estados Unidos não tenham qualquer súbito interesse na desestabilização do nosso vizinho do sul.

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Bin Laden

Agora ficamos a saber que Bin Laden tinha um certo sentido de humor e que além de ser adepto de um “viagra natural” – caramba, nem sequer mencionam o nome do produto? -, era cuidadoso com o seu aspecto, tendo à sua disposição uma panóplia de loções e tintas para o cabelo. Enfim, cuidava da sua imagem. Dadas as fotos que dele conhecemos, imaginemos o que seriam se não fosse assim tão aplicado com a sua apolínea beleza…

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Ainda há liberdade de expressão em Portugal?

Nas ruas não parece haver grandes dúvidas de que tudo está vigiado. Agora um simples ajuntamento de duas pessoas dá direito à classificação de “manifestação”, carecendo a mesma, pasme-se, de ser “autorizada pela Câmara Municipal respectiva!!! A Polícia de Segurança Pública considera que “duas pessoas já fazem uma manifestação” e que qualquer manifestação tem de ser comunicada à Câmara Municipal. É esta a justificação dada para que a PSP tenha proibido a presença do Movimento Sem Trabalho junto de um centro de emprego de Lisboa, em Março.

Quinta-feira uma das activistas foi constituída arguida “por crime de desobediência”. Um membro do Movimento Sem Trabalho foi chamado quinta-feira à Divisão de Investigação Criminal da PSP, constituído arguído e acusado de “crime de desobediência”, porque, a 6 de março – dia Mundial do Desempregado -, participou numa manifestação de “quatro elementos que tentaram distribuir panfletos sobre as ações dos Sem Trabalho à porta do Centro de Emprego do Conde de Redondo”, em Lisboa, conta Ana Rajado, uma das dirigentes do movimento criado em março. “Quando lá chegámos, já lá estava a polícia que pediu a identificação de um de nós”, explica.

Essa pessoa acabou por ser notificada e acusada de “crime de desobediência por ter convocado uma manifestação sem autorização”. “Achamos que se trata de uma perseguição política para intimidar as pessoas, afirma Ana Rajado. A porta-voz da PSP, Carla Duarte, argumenta que perante a lei “duas pessoas já fazem uma manifestação” e que “a PSP não tem de justificar a sua actuação“(!). Acrescenta ainda que no caso em questão se tratou de “um grupo de oito pessoas e não de quatro” e que a notificação da pessoa em causa se deveu a “não ter comunicado à câmara de Lisboa” a organização do protesto.

A PSP invoca o Decreto-Lei n.º 406/74 e um parecer da Procuradoria Geral da República de 1989 que indica que “manifestação será o ajuntamento em lugar público de duas ou mais pessoas com consciência de explicitar uma mensagem dirigida a terceiros”. A legislação de 1974 também diz que “incorrerão nas penalidades do crime de desobediência” quando “as pessoas forem surpreendidas armadas” (artigo 8).

Neste caso, os panfletos terão sido a ‘arma do crime’?.

Entretanto, o Movimento Sem Emprego disse ao Expresso que a arguida vai “proceder criminalmente quem fez a denúncia, a PSP e quem deu seguimento ao processo”. Ana Rajado considera que se trata de “um contra o Estado de Direito” digno dos tempos do Estado Novo.

De forma ainda mais surrealista, a simples pintura de um pequeno cartaz cor de rosa no Chiado por parte de empregadas domésticas levou à intervenção das autoridades para por termo à subversiva manifestação contra o Estado de Direito!

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Está tudo doido…

Líder da CIA convertido ao Islão

De acordo com o Courrier Internacional, “Roger, 66 anos, é o responsável mais importante e menos visível da CIA. Chefia o Centro de Combate ao Terrorismo desde 2006 e é responsável pelo programa de ataques com aviões não tripulados no estrangeiro.

Por cada nuvem de fumo que se segue a um ataque com um avião não tripulado da CIA, dezenas de pequenas espirais de fumo mais pequenas apontam para o local onde se encontra uma figura esguia, parada num pátio do quartel-general da agência, em Langley, Virgínia. Este viciado em nicotina, com a barba por fazer, tem quase 60 anos e os fatos pretos que usa dão-lhe o ar de dono de uma agência funerária.

Chefe do Centro de Combate ao Terrorismo (CTC) da CIA há seis anos, este homem tornou-se, de facto, o coveiro daAl-Qaeda. Roger, o primeiro nome da sua identidade fictícia, é simultaneamente o mais importante e o menos visível dos responsáveis de segurança nacional de Washington. Foi o principal arquiteto da ofensiva da CIA com aviões não tripulados e chefiou a perseguição a Osama Bin Laden. Foi também graças a ele, em grande medida, que a Administração Obama fez dos atentados dirigidos a alvos específicos a pedra de toque da sua política antiterrorismo.

Os colegas descrevem Roger como um poço de contradições. Este fumador inveterado passa horas a correr numa passadeira mecânica. Apesar do seu manifesto mau feitio, tem sido capaz de garantir apoios suficientes para se manter no cargo. Dirige uma campanha de ataques aéreos, que já matou milhares de islamitas radicais e provocou a cólera de milhões de muçulmanos, mas converteu-se ao Islão. 

Durante a sua ascensão, não deixou de ter desaguisados com personalidades influentes, como David Petraeus, quando este foi comandante militar das forças dos EUA no Iraque e no Afeganistão e pôs algumas vezes em causa a visão muito pessimista da agência sobre estas duas guerras. Os dois homens tiveram de fazer concessões mútuas, na altura em que Petraeus foi nomeado diretor da CIA.”

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DONOS DE PORTUGAL: o blog Estado Sentido, de novo, em missão de serviço público

Veja aqui o que a RTP timidamente exibiu no seu segundo canal e de madrugada, para protesto do público: o filme os DONOS DE PORTUGAL.

Donos de Portugal é um documentário de Jorge Costa sobre cem anos de poder económico. O filme retrata a protecção do Estado às famílias que dominaram a economia do país, as suas estratégias de conservação de poder e acumulação de riqueza. Mello, Champalimaud, Espírito Santo – as fortunas cruzam-se pelo casamento e integram-se na finança. Ameaçado pelo fim da ditadura, o seu poder reconstitui-se sob a democracia, a partir das privatizações e da promiscuidade com o poder político. Novos grupos económicos – Amorim, Sonae, Jerónimo Martins – afirmam-se sobre a mesma base.
No momento em que a crise desvenda todos os limites do modelo de desenvolvimento económico português, este filme apresenta os protagonistas e as grandes opções que nos trouxeram até aqui. Produzido para a RTP 2 no âmbito do Instituto de História Contemporânea, o filme tem montagem de Edgar Feldman e locução de Fernando Alves.
A estreia televisiva teve lugar na RTP2 a 25 de Abril de 2012.  Donos de Portugal é baseado no livro homónimo de Jorge Costa, Cecília Honório, Luís Fazenda, Francisco Louçã e Fernando Rosas, publicado em 2010 pelas edições Afrontamento e com mais de 12 mil exemplares vendidos.

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Um cônsul chamuça de coirato

Não se sabe o nome da sumidade, mas sabemos que representa Portugal nada mais nada menos, senão na mais importante cidade asiática da nossa História. Ouçam a charla e se quiserem um comentário em regra, esse já foi deixado pelo Miguel no Combustões.

 

O ministro Paulo Portas tem mais uns anos para pôr a casa em ordem. Já não é sem tempo, até porque os problemas com as representações diplomáticas não se circunscrevem a croqueteiros militantes e ajuramentados em Paris, Bruxelas e arredores. Pelos vistos, a missão consular em Goa deveria significar algo mais que repastos de badji puri, sarapatel, balchões vários, chacuti e neste caso, chamuças de coirato. 

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