Mês: Setembro 2011 (Page 1 of 11)

Dissertação de mestrado já disponível no repositório da UTL

A minha dissertação de mestrado, intitulada Do Conceito de Liberdade em Friedrich A. Hayekjá está disponível on-line no Repositório da Universidade Técnica de Lisboa. Contudo, para os eventuais interessados, alerto que estou a ultimar a revisão de algumas gralhas, pelo que brevemente será disponibilizada a versão final no site da Causa Liberal

O martírio d’« O Vitorioso » *

 

 

 

” –  Pois o caminho para Almeirim é por aqui?

  -Vossa Majestade não vai para Almeirim, mas sim para os bons ares da espaçosa fortaleza da ilha Terceira “

                        ( Camilo Castelo Branco, « Luta de Gigantes » )

 

 

Acabara de chegar de um daqueles passeios que me levaram ao interior da ilha, e propunha-me agora retomar a leitura de um dos dois livros que levara na mala. Começava um capítulo novo, em que o autor descorria sobre o drama de D. Afonso VI, que, depois do golpe palaciano que colocara no trono seu irmão D. Pedro II, e ” ao cabo de dois anos de reclusão no seu quarto “pedia ” o transferissem para ares do campo “; que iria para Almeirim, o que alegrou o ainda Rei, mas logo veio a saber que o seu destino seria outro, a maior fortaleza do Atlântico, o então denominado Forte de S. Filipe, porque mandado construir por Filipe II de Espanha, hoje Forte de S. João Baptista, onde continuaria o lúgrube cativeiro.

Entre o local onde me encontrava e o Monte Brasil, esse maciço verde onde se ergue o forte, apenas um braço de mar. No dia seguinte iria ver de perto onde se desenrolara parte  da tragédia daquele que foi, até à sua morte em Sintra, o segundo Rei da Dinastia de Bragança.

 

 

 

                                       * O Vitorioso, pois foi durante o seu reinado que se travaram as mais decisivas batalhas da Restauração.

 

 
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Os preços dos combustíveis no planeta …

Quem são os idiotas, quem são?

Bélgica – diesel € 1,222!
França – diesel € 1,294!
Azerbaijão – Diesel 0,31 euros
Egipto – Diesel 0,14 Euros
Etiópia – Super 0,24 EUR
Bahamas – Diesel 0,25 EUR 
Bolívia – Super 0,25 EUR
Brasil – Diesel 0,54 EUR
China – Normal 0,45 EUR !!!
Equador – Normal 0,24 EUR
Gana – Normal 0,09 EUR!!!!!!!
Gronelândia – Super 0,50 Euros
Guiana – Normal 0,67 EUR
Hong Kong – Diesel 0,84 Euros
Índia – Diesel 0,62 EUR
Indonésia – Diesel 0,32 EUR
Iraque – Super 0,60 EUR
Cazaquistão – Diesel 0,44 EUR
Qatar – Super 0,15 Euros
Kuwait – Super 0,18 Euros
Cuba – Normal 0,62 EUR 
Líbia – Diesel 0,08 Euros!!!!!!!
Malásia – Super 0,55 Euros
México – Diesel 0,41 EUR
Moldávia – Normal 0,25 EUR 
Omã – Super mais 0,20 euros
Perú – Diesel 0,22 EUR.   
Filipinas – Diesel 0,69 EUR
Russia – Super 0,64 Euros
Arábia Saudita – Diesel EUR 0,07 !!!!!!
África do Sul – Diesel 0,66 EUR 
Suazilândia – Super 0,10 ! Euros!!!!! 
Síria – Diesel 0,10 Euros!!!!!
Trinidad – Super 0,33 EUR 
Tailândia – Super 0,65 EUR
Tunísia – Diesel0,49 EUR
EUA – Diesel 0,61 Euros
Venezuela – Diesel 0,07 EUR!!!!!
Emiratos Árabes Unidos – Diesel 0,18 Euros 
Vietname – Diesel 0,55 EUR 
Ucrânia – Diesel 0,51 EUR 
Portugal – Diesel € 1,405!

 

Será que somos mesmo o único País do mundo sem poços de petróleo? Não me parece…

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Os nossos Jabba the Hutt

A mastronça de 1910 já morreu e o pior de tudo será verificarmos que os seus mais zelosos titulares e gulosos comensais, disso não se aperceberam.

 

Há uns dias, o governante dos Açores resolveu brincar aos desplantes com o Presidente da República. Insuspeitos como somos de qualquer simpatia para com a desnecessária, perdulária e obscura instituição onde o Prof. Cavaco Silva exerce mandato, parece-nos contudo que há limites que não podem ou devem ser ultrapassados. Um deles é o da imprescindível cortesia e boa educação. Imagine-se o que teria sucedido, se em vez de Cavaco, o enxovalho tivesse sido ministrado a  Soares ou  ao “pernas a dar-a-dar” Jorge Sampaio? 

 

Ao longo de mais de três décadas – a coisa começou nos anos sessenta -, o país foi tomado por uma avalanche de Jabbas dos mais diversos matizes, cujas coleantes caudas tudo derrubam ou nelas fazem enroscar-se os mais incautos, criando-nos um problema irresolúvel. Assim sendo, um Jabba açoriano, numa desnecessária ordinarice de tasca, achincalhou o regime  que lhe proporciona farta mordomia. Ultrajou o Presidente, aquele que queira ou não queira, é o “seu” Chefe de Estado. Devíamos estar a rir de gozo, mas sabemos bem ao que este estado de coisas pode a todos conduzir. Lembram-se de 1908-10?

 

Sem sequer mexerem o dedo mindinho e tal como Vasco Pulido Valente há algum tempo fez ver, os monárquicos são a única alternativa para uma mudança de regime. Que uma certa dignidade venha e depressa. 

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Um belo par de cornos

Numa das mais absurdas discursatas do nosso tempo, o Sr. Durão Barroso atreveu-se a exigir o “amor incondicional dos europeus” a um projecto que há muito não existe. Falou da necessidade de um “sim” sem qualquer moderador “mas”.

 

Já que o apaixonado Zé Manel se decidiu pelos métodos orais tão queridos de gente como Cohn-Bendit – aah que grande discurseiro ele é! -, aqui deixamos uma hipótese meramente académica: os seus ardores seriam os mesmos se ao deparar com a(s) sua(s) cara(s) metade(s), verificasse a total ausência de dentes e a omnipresença de viscosos e fedorentos corrimentos de fluidos provenientes de diversas cavidades do capitoso corpinho? Beijaria uma boca carregada de protuberâncias arroxeadas mais que indiciadoras de herpes em incontrolável expansão? Colocaria o definitivo anel de aliança num dedo inchado por pústulas contagiosas?

 

Não. Temos a certeza de que o Sr. Barroso recorreria ao famoso expediente do “par de cornos”, coisa que Portugal deve seriamente considerar. À sucapa, numa espécie de reedição do velho, querido e eficaz método Tora Tora Tora. Se é que ainda a ele poderemos recorrer. É no mínimo, duvidoso.

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Na AREA

No seu mais espectacular catálogo de sempre, a Area apresenta-nos uma colecção com maravilhosas soluções decorativas ao alcance da maioria. Afinal, parece que o “luxo acessível a todos” é possível e sendo inegavelmente uma das grandes referências no sector, a empresa demonstra a perfeita aptidão para a compreensão da necessidade de preenchimento de espaços tão díspares como uma mansão do final de oitocentos ou apartamentos desta época de Pladures, alumínios, soalhos flutuantes e focos de halogéneo, onde a escassez de m2 impõe o recurso à imaginação.

 

Numa profusa mostra de artigos de grande qualidade, a colecção dá-nos a conhecer uma magnífica série de “móveis que para sempre ficam” plenamente integrados em ambientes eclécticos, numa esplendorosa riqueza de suportes de construção, cores e formas. Os bibelots tanto nos oferecem a ilusão palaciana, como o ainda por alguns procurado despojamento que no seu tempo ainda não muito longínquo, ditou a moda das pretensiosas paredes nuas, holofotes “corredor de hotel de 2ª”, uma mesa transparente e pouco mais. A Area consegue a todos contentar e sem receio poderemos dizer tratar-se na referência máxima das grandes casas comerciais que em Portugal se dedicam a proporcionar-nos por preços bastante razoáveis, ambientes mais felizes, vistosos e confortáveis.

 

Os tempos estão difíceis, mas vão lá dar uma vista de olhos. Transforme a sua casa num local de “perdulário luxo” e esquecendo estes momentos de humilhação nacional e penúria, acenda luzes de permanente festa, receba amigos e sente-os à roda de uma mesa bem servida. Já agora, para não poder dizer que de lá saíu de mãos a abanar e aproveitando para comemorar o “outro 5 de Outubro”, esgote o stock de bustos-vela do Rei D. Carlos I (14,90€). Tal como o de Camões, servirá como marca de presença ou de posição para as visitas saberem algo mais acerca do dono da casa. Quanto ao mais barato busto-vela República, os outros que usem o isqueiro à vontade, pois a arder, a dita-cuja já está há muito tempo!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Perda de soberania, dizem eles…

Ainda há umas poucas semanas, aqui se chamava a atenção para o claro móbil das manobras que vão ocorrendo nos centros de decisão europeus. Derrotados em referendos nacionais ou pela pressão da opinião pública dos principais países do grupo, o informal directório pretende hoje contornar os contratempos através do recurso à chantagem proporcionada pela crise económica e financeira que grassa na U.E. No olho do furacão, a Sra. A. Merkel sugere a inevitável “perca”* de soberania dos países incumpridores das metas traçadas em Maastricht – onde já vai esse “Tratado”? -, não especificando quais as medidas a tomar pelos beneméritos que pretendam corrigir os eternamente zelosos infractores. Como se fosse ainda possível perder-se mais soberania sem que dela se prescinda pura e simplesmente?!

 

Num post que me causou algumas irritações e dissabores, advertia acerca da tentação pelo “federalismo” que mais não é, senão a total submissão ao projecto de fazer alastrar a Mitteleuropa até às margens do Atlântico, Mediterrâneo e Ártico.  Só não vê quem não quer, ou apenas quem pretenda garantir o excepcional regime de privilégios de que alguns têm beneficiado nas últimas décadas e em detrimento do país como um todo.

 

*É assim mesmo que os nosso senhores usam dizer: perca.

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