Mês: Abril 2011 (Page 1 of 15)

Arpão em Lisboa

Chegou à base do Alfeite, o segundo submarino construído na Alemanha. Chama-se Arpão e seria um dos seis ou oito que Portugal devia possuir. Isto, se fossemos um país normalmente bem gerido e cioso do seu espaço territorial-marítimo.

 

A burranqueira esquizofrenia continua no próximo telejornal. Já agora e só para irritar os excelsos crânios que nos lêem e enviam e-mails insultuosos, há que dizer-lhes que os lucros com o casamento de ontem, já seriam suficientes para pagar integralmente o Tridente e o Arpão.

 

*Entretanto, os “intelectuais” de escola primária, vão-se divertindo em pré-campanha.

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Gonçalo Ribeiro Telles homenageado pelo MPT

No próximo dia 19 de Maio, pelas 18.30h, será inaugurada uma placa na sala da Sede Nacional do MPT que passará a ter o nome de Gonçalo Ribeiro Telles, fundador e actual Presidente Honorário do Partido da Terra. Segue-se uma conferência do mesmo sobre “Portugal e o Futuro”.

ESTÃO TODOS CONVIDADOS. Dado o tamanho limitado da sala requer-se a confirmação antecipada da presença pelo tel. 217971109 ou via página do Facebook. O evento terá lugar na Rua da Beneficência, 111 – 1º, (Bairro do Rego) em Lisboa.

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Um pouco de auto-promoção…

É o meu ultimo livro, em co-autoria com Pedro Mota Soares. Trata-se de um Código anotado, matéria legal portanto, mas que diz respeito a quase todos nós já que versa sobre os Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social, editado pela Coimbra Editora/Wolters Kluwer. Aqui fica o registo. Mais informações e possiblidade de aquisição online aqui.

Os solípedes do microfone

Como seria normal, sentei-me diante do televisor e fui seguindo os comentários das televisões portuguesas. O zapping oferece-nos a oportunidade de avaliar o nível geral dos profissionais da comunicação e como esperava, o superlativo dislate confirmou-se. Informações erradas são uma vulgaridade nestas ilustres personagens e para quem dedica a sua vida a ler notícias e a visionar os actores políticos do planeta, tal facto é imperdoável. Passando sobre parvoíces como a confusão de dinamarqueses com holandeses, notou-se sobretudo, uma irresistível mania pela conspiração e o anúncio de um “provável” ou “possível” desastre. Neste país que há décadas vive na queda mais absoluta da sua longa história, os repórteres de serviço não fugiram à regra. O nível geral fica-se pela compra de acções subavaliadas, golpes bancários, vigarices adjudicativas e comissõezitas à conta do pagode. Enfim, a república.

 

Enquanto as imagens da sua própria estação mostravam multidões a perder de vista por avenidas, parques, praças e ruas, os  pivots da nossa informação, os tagarelas de luxo, convenciam-se acerca de um imaginado “periclitar” da Monarquia britânica. As entrevistas que de tempo a tempo iam fazendo aos entusiasmados participantes de rua, não foram capazes de os demover da sua augusta estupidez. Sempre de “república” na boca, iam justificando o irresistível contágio a que há muito se entregaram com vergonha de si próprios (1). Mas que intérpretes de gente! Habituados à solenidade das meias brancas de encavacados e outros bem conhecidos solípedes convivas de orçamento, medem o seu microcosmos à lupa, pretendendo extrapolá-lo para outras galáxias. “Se” o casamento não der certo, “se” a Monarquia ainda serve as conveniências da Grã-Bretanha, “se” a Monarquia serve a democracia – como se Portugal pudesse minimamente comparar-se à democracia britânica… – e mais outras tantas interrogações semi-imbecis, polvilharam o histerismo galinhista do todo televisivo português. Faltas de respeito, interrupções da fala de convidados que se dignaram a ajudar o canal a ser mais credível, eis tudo aquilo que se pode dizer. Cem anos “disto” e aqui temos uma anedota de Estado, uma espécie de tropa fandanga de passo desconjuntado e à espera de pré, uma gente que não lembra ao diabo. É “isto”, a república portuguesa em iminente queda.

 

Muita frustração, muita inveja, burrice de estalo, uma excelsa e ignorante arrogância “militante e ajuramentada”, resume o todo das pretensas reportagens nacionais.

 

Quando a noiva entrou na Abadia de Westminster, premi o botão e decidi-me pela BBC. Que pena não o ter feito logo no primeiro minuto! O maior espectáculo do mundo bem merecia.

 

A Monarquia é de facto outra coisa e aqui está a explicação.

 

(1) À tarde e já rendidos à evidência, os comentários (SIC) moderaram e são bastante aceitáveis. Há que sermos justos.

 

Da Doutrina Republicana

Quando do outro lado do debate os argumentos contra a monarquia revelam tamanha solidez, dou por mim a reconsiderar as minhas convicções.

 

Eis algumas das alarvidades em forma de comentário lidas na página do evento do Facebook “Abaixo a monarquia!“:

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– Abaixo a monarquia! Enquanto os trabalhadores são atacados em seus direitos por conta da crise econômica mundial, a monarquia inglesa vive no luxo sem trabalhar! A solução esta na forca ou na guilhotina! Cortem as cabeças! Cortem as cabeças!

 

– A morte de todo descendente de família real é a única garantia de que não houvesse o seguro de sangue, isto é, garantido pela descendência dos nobres, de que algum parente de nobre possa reivindicar o título real.

 

– O ÚLTIMO REI SERÁ ENFORCADO NA TRIPA DO ÚLTIMO PADRE!!!

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Quando assim é, a doutrinação monárquica não deverá passar tanto pela destruição de mitos como pela distribuição de lambadas.

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O que é comum interessa a todos !

 

                                                                                           ” Domus Municipalis” de Bragança

 

As conclusões a que chegámos mostram que Herculano, liberal que vê a centralização e qualquer modelo uniformizador como sinónimos de tirania, propõe uma solução apoiada nos concelhos enquanto núcleos descentralizados. Estes seriam a base para um primeiro desenvolvimento moral dos cidadãos, precursor do necessário desenvolvimento material.

                                                                     

Este modelo de participação dos munícipes nos assuntos que a todos interessava, encontrava-se desde o sítio mais longínquo, como no caso presente, de Bragança, ao município mais perto da capital, sem contender com o Poder Central. A verdadeira e justa descentralização administrativa, sem as artificiais Regiões, que apenas iriam adulterar essa participação directa.

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