Mês: Abril 2010 (Page 1 of 10)

Assim não.

Ontem  mesmo, falávamos cá em casa na proeza de Salazar quando, resoluto, enfrentou as labaredas ateadas pela I República, com êxito total, dizia o meu pai: – ” e conseguiu isso porque só aceitou o lugar de Ministro das Finanças quando lhe deram carta branca; no seu ” terreiro ” ninguém pregaria nem prego nem estopa…; acabo de ouvir que o actual detentor da pasta esbarrou com a teimosia do engenheiro. Assim não.

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Dia do Trabalhador e os excluídos do mito

 

A comemoração do Primeiro de Maio, Dia do Trabalhador, embora legal desde 1974 após a Revolução dos Cravos, continua condicionada e agrilhoada àqueles que fazem dos “direitos do trabalhador” uma profissão. A limitação das comemorações, das reivindicações e de qualquer discussão laboral às áreas reservadas de CGTP e UGT tem impedido o aprofundamento e análise dos problemas relacionados com o Trabalho e o seu alargamento aos trabalhadores que não têm o PRIVILÉGIO de pertencer a um sindicato com poder de paralisação.

O Trabalho era por si só um valor moral no anterior regime e assim deveria continuar. Tornou-se uma coutada de uns tantos sindicatos que aproveitaram o poder de paralisação como trunfo reivindicatório e destituíram de valor e ignoraram outras profissões que sustentam tantas famílias no nosso país, como por exemplo as actividades ligadas ao comércio, aos pequenos empresários, aos trabalhadores da indústria hoteleira e turismo, ao trabalho criativo e intelectual e por aí adiante.

O Dia do Trabalhador pouco diz a estes sectores mencionados, pois na maioria dos casos nesse próprio dia eles têm de estar a trabalhar para providenciar o próprio sustento. E muito menos podem recorrer – nem tampouco equacionar – a esse tal de “direito à greve”. Seja em época de crise, ou de semicrise ou de pseudocrise.

Enquanto os Portugueses não se unirem em novas plataformas de luta, seja esta política, associativa, profissional, ou outra, e não puserem em causa a actual ditadura sindical, formatada num bolchevismo apreendido à pressão, o Dia do Trabalhador continuará a pertencer aos privilegiados de Abril. São sempre os mesmos e o ruído que fazem pretende abafar e atirar areia para os olhos de quem nada beneficia com suas insensatas reivindicações. O mundo mudou, eles próprios acabaram por mudar o mundo, no entanto o “Trabalhador” continua a ser a caricatura que se pretende heroicizar em ilustrações provenientes de almanaques e compêndios soviéticos dos anos 20. Assim, na hora de os governos deste “cantão” entrarem em contacto com os supostos “parceiros sociais”, são eles a ter papel activo que anula as restantes vozes, que se calaram há décadas ou nunca sequer tiveram oportunidade de falar. Será culpa deles? Não, mais uma vez a culpa é nossa.

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União Europeia: desastre em Bangkok

 

A diplomacia dos nossos dias, parece encontrar-se num patamar infinitamente inferior ao de outros tempos. Invadida por gente profundamente interessada nas redes de negócios que desacreditaram os outrora imponentes edifícios estatais, em pouco se distingue dos centros de decisão empresariais. A deplorável, esdrúxula e patética actuação que tem tido em Bangkok, causaria calafrios a qualquer mediano embaixador de eras passadas.

 

Sem voltarmos a exaustivamente referir a longa série de atentados ao direito que os chamados “manifestantes vermelhos” têm prodigamente executado ao longo das últimas semanas, salientemos apenas o essencial do quadro que nos é apresentado: subversão da ordem constitucional, milícias armadas, desobediência civil, coacção física e moral sobre milhares de transeuntes, bloqueio de estradas e de serviços públicos, ataque às forças de segurança do Estado, posse de um verdadeiro arsenal bélico, tráfico de armas, etc. Todo este rosário de ilegalidades e prepotência, não parece ser um caso que mereça uma breve análise que aconselhe a prudência ao staff que ocupa funções de representação – do quê e de quem? – da chamada União Europeia. Para não vincarmos demasiadamente a notória irrelevância da “embaixada” – a UE não é e não parece poder vir a ser um Estado -, note-se apenas que as autoridades tailandesas estarão mais dispostas a dialogar com parceiros há muito conhecidos e potência a potência, consoante o peso de cada uma delas. Se algumas beneficiam da importante – mas não decisiva – influência que as relações económicas implicam, outras, como será o caso do antigo e permanente amigo português, poderão fazer valer a sua voz através daquele clássico princípio de não ingerência que tranquiliza quem justamente se sente agredido. A prudência acompanha a razão.

 

Num Ocidente à mercê de uma incendiária geração que caminha para a fase derradeira do seu percurso político, a informação imediatista e a total falta de uma base de preparação que o conhecimento da História facultaria, conduz ao atropelo de todas as normas internacionalmente aceites. Parecemos voltar ao período de entre-as-guerras, quando os Tratados e as relações internacionais nada mais eram senão “pedaços de papel” ou situações perfeitamente desrespeitáveis.

 

Esta rebelião não parece ser um simples tumulto protagonizado um punhado de políticos profissionais descontentes. É algo de muito mais vasto, de emaranhada rede de influências, perigoso e com evidentes semelhanças com outros processos que ocorreram um pouco por toda aquela região e que encontra sólidos fundamentos numa doutrina de assalto ao poder, que de tão conhecida dispensa qualquer dúvida na sua catalogação.

 

A imprensa internacional escrita – quase ausente e bastante lacónica -, foi suplantada, ainda que de forma sintomaticamente tímida, por rápidos flash! televisivos, onde todo o tipo de recursos são utilizados para atrair a atenção dos telespectadores. Assim, a milenar dicotomia “rico e pobre” surge exaustivamente, como se os magnatas que são a cabeça de cartaz do “movimento vermelho”, não fossem uma disparatada e embaraçosa contradição que salta à vista do mais empedernido imbecil. O silêncio das organizações “de esquerda” europeias e latino-americanas, demonstra cabalmente a falta do essencial sentimento de “pertença à causa” que noutras circunstâncias, já teria conduzido à convocação de manifestações, movimentos de solidariedade e outras actividades concomitantes à tipologia. Nem Castro, nem Chávez se dignaram a tecer qualquer comentário e falhadas estas conhecidas pitonisas, quem lhes restará? Não parece existir qualquer equívoco acerca da verdadeira face escondida por detrás do thaksinismo, mas o modus operandi é indicador de uma realidade bem conhecida, embora negada. Falta-lhes um Tito, um Hoxha e de uma forma quase hilariante, Thaksin, o exigente e perdulário frequentador de spa’s, tornou-se num embaraço para os seus próprios aliados.

 

A entrevistadora de uma BBC que tem estado muito desatenta, há poucos dias atrevidamente increpava o primeiro-ministro Abhisit, atirando-lhe em cara a recorrente pecha do …“not elected by the people”, com isto querendo dizer que o chefe do governo tailandês …“has no mandate”. A ignorante britânica, tagarela como poucas e no trilho da arrogância que noutros tempos foi timbre de uma outra arrivista muito mais esperta – a sra. Anna Leonowens -, esqueceu-se da actual situação do ocupante do nº 10 de Downing Street, o sr. Gordon Brown. Balsemão substituiu Sá Carneiro, tal como Helmut Schmidt ocuparia a chancelaria de Willy Brandt, no rescaldo do escândalo de espionagem G. Willaume. No Reino Unido, Brown tomou o lugar de Blair, sem que por isso a mais velha democracia do planeta se sentisse ultrajada por tal preenchimento do cadeirão vago. Este tipo de substituições de Premier, são uma constante na Europa e na própria capital da “Comissão Europeia”, Bruxelas, o Rei Alberto II vê-se obrigado a gerir a cacofonia partidocrática e semestre após semestre, vão saltitando primeiros-ministros do arco das instáveis coligações.

 

A grotesca superstição populista do favorecimento de pretensos descamisados que acabam sempre por se tornar em carrascos de muitos milhões, conduz à elaboração de manchetes enganosas, mas capazes de atraírem pela exótica sordidez, a volátil atenção de leitores. Se isto é compreensível pela necessidade de criar noticiário que venda outros produtos subjacentes à existência das publicações, torna-se muito mais estranha e problemática, a extemporânea adesão, quase partisana, de membros que laboram numa entidade de direito internacional. A União Europeia é um aparelho de perfil variável, cuja solidez e credibilidade no campo diplomático é bastante fluída, deixando muito a desejar. Ninguém a toma a sério e pelos vistos, o próprio pessoal que a serve disso terá consciência. Os interesses particulares de cada um dos países que a compõem, naturalmente se sobrepõem ao desfiar de princípios vagos e de intenções de uma entidade que paira num limbo do qual poderá jamais sair. Assim, as actividades dos seus bureaus aconselhariam a prudência e a discrição.

 

Não tem sido o caso, antes pelo contrário.

 

Ruidosamente e com todos os salamaleques, o sr. David Lipman recebeu os líderes que se envolveram em todo o tipo de afrontas ao direito internacional – o caso da invasão do Hospital Chulalongkorn é o culminar de um processo que não conhece limites – e com eles se fechou durante quarenta minutos num gabinete da representação. Tendo sido anunciada a entrega de uma missiva dirigida a Bruxelas, o staff não se limitou à sua recepção, como seria de esperar e no estrito e inamovível princípio do escrupuloso cumprimento das regras subjacentes ao corpo diplomático. Quarenta minutos significam demasiado tempo, quase uma eternidade. São comprometedoras fanfarronadas e destroem qualquer possibilidade das autoridades locais, em atribuir qualquer dignidade a essa pretensa UE. Não nos espantaremos se o governo de Bangkok sabiamente preferir tratar directamente com Berlim, Londres, Paris, Roma e até – a CPLP começa a pesar -, com o velho aliado Portugal.

 

Atascada no ridículo, Bruxelas deverá rever criteriosamente a sua política de representação no exterior. Os seus escritórios não podem ser transformados em cantinas de recurso para o convívio com todo o tipo de bandos alucinados ou de bandoleiros, nem locais de reunião ou massage parlours de ocasião.

 

Tudo isto é vergonhosamente indigno e perfeitamente dispensável. Velhos tiques, servidos em termos neo-coloniais.

 

Abhisit reuniu-se ontem com Ramos-Horta, o amigo de Timor Leste

Bangkok: please, ONG “Óropa”…!

 

WELCOME TO “ONG ÓROPA”

 

Imaginemos uma espécie de grupo Abu Nidal acampado em plena Praça da Concórdia e sujeitando a população de Paris a todo o tipo de abusos, desde cortes de estradas, revistas a veículos, interrupção do comércio, etc. À frente da barricada, umas largas dezenas de bebés e respectivas avós, impedindo o CRS de actuar em nome da defesa do Estado. O governo procura contemporizar e vencer a resistência pelo cansaço e inércia. Aos poucos, os “nidalistas” vão abandonando o campo, cujo perímetro se reduz para um terço daquilo que já foi.

 

Asneiras feitas e aflitos com a irritação generalizada da opinião pública, realizam uma ou outra acção esporádica e começam a encontrar uma forte oposição das forças de segurança. Falhou a chantagem, falhou a gritaria e a propaganda. E agora? Resta-lhes um derradeiro recurso.

 

Qual?

 

Vão até ao escritório de uma espécie de ONG, localmente menos influente que qualquer missão das Irmãzinhas da Madre Teresa e entregam uma petição a um tal David Lipman – um derivado de sr. “Rompói” –  róseo “embaixador” de uma coisa vagamente fascista e que serve como regalo burocrático de pica-ponto. Compreende-se a iniciativa, até porque nesse tipo de ONG sempre pulularam entusiastas de revoluções alheias, desde que não lhes partam os vidros da casa. É a tal geringonça dos velhos tempos em que se atiravam umas pedras à policia na Bastilha e depois regressava-se ao apartamento Napoleon III no Seizième. Esta quinta-feira, os “anjinhos vermelhos de Patpong”, agora protegidos pelos antigos soixante-huitards, resolveram invadir o Hospital Chulalongkorn para “uma busca”. Lembram-se de cenas destas há mais de trinta anos?

 

Bom proveito, pelo tempo perdido. Entretanto, o ministro Kasit já respondeu como devia.

 

É que na sua terra e no escritório de ar condicionado e Benz 300SL à porta – com chauffeur pago pelos contribuintes -, o tal Lipman mandaria os “mitras” darem um giro. Melhor, teria a policia pronta para os deter logo à saída do elevador. Uma coisa é lá, mas outra, bem diferente, são as modas por cá, na tal ONG que dá pelo pretensioso nome de Europa*.

 

O neo-colonialismo sabe-lhes tão bem!

 

*Diz-se Óropa, à maneira deles.

Fífia da FIFA

Terá sido encomenda do Bloco Central? Será uma forma de pressão sobre as plutocráticas agências de rating?

 

A FIFA colocou a selecção nacional cujo apuramento foi arrancado a ferros, em 3º lugar no ranking futeboleiro mundial.

 

Que bom, salvou-se a Nação. No balneário já ganhámos, “somos os maiores”!

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Salvé, Olavo!

Ainda a liberdade e a ordem – Olavo de Carvalho

Ainda a liberdade e a ordem – Olavo de Carvalho
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Talvez seja mesmo necessário que

o incêndio ateado em Portugal, sabemos por quem, chamusque os que o atearam. E que tal se traduza na devida ” recompensa ” eleitoral.

Foi por sentirem as labaredas muito altas que, há muitos anos, todos abriram alas a um bombeiro de verdade, que o conseguiu extinguir. O mal desse bombeiro que, como diz o Pedro, faria hoje 121 anos, foi ter gostado tanto do lugar, que deu ensejo a novo fogo, como o que vivemos.

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Bangkok: a defesa elástica

Foto cedida pelo Combustões

As notícias já são escassas e indiciam uma progressiva acalmia. Aparentemente, começou a dissolução daquilo que inicialmente, julgou-se ser um movimento bem organizado. O calor infernal, os caudais de dejectos, as infindáveis semanas de tensão e de espera por um desfecho improvável, conduziram ao insucesso anunciado. Minguando de número a cada dia que passava, entrincheiraram-se numa Linha Maginot de bambu, latas e pneus velhos. Rapidamente conseguiram a proeza de concitar a generalizada oposição da população do país e se excluirmos apenas um caso – bastante reciclável -, verificou-se uma catastrófica ausência de um único relações públicas. Bem pelo contrário, surgiram todo o tipo de excelsas truculências de outros tempos, num misto de Idi Amin com Jean Marie Le Pen locais. Catanas, tacos de baseball, óculos escuros, lenços “à mitra”, soqueiras, cacetes ameaçando bordoada a torto e a direito, eis a imagem que fica. A um canto, um punhado de eternas vítimas manipuladas, ou melhor, despoticamente abusadas como um tropel de gado a caminho da cerca. Velhas, crianças de colo e pobres mulheres decerto crivadas de saudades dos seus lugares rurais, eis o escudo humano.

 

Pelo meio, surge intermitentemente um louco que parece ter saído de uma das piores aventuras do Rambo em versão Made in Hong Kong. Militar de carreira, este Seh Daeng deve ter obsessivamente visto e revisto o “Último Samurai” e agora, em plena capital do reino, quer reinterpretar o papel de Tom Cruise, mas numa versão bastante mais barriguda, iracunda e toldada pelos vapores da fama a qualquer preço. Giza uma estratégia de defesa que se baseia numa velha táctica de ouriço que nos finais do século XVIII fez prevalecer as forças de Rama I frente aos invasores birmaneses. Uma delirante coisa de outros tempos, de um mundo tão desaparecido como o xogunato. Pobres diabos, já merecem a comiseração.

 

Agora, parecem baratas tontas. Da esplanada fronteira ao imponente Dusit Thani, vão-se dispersando em múltiplos grupúsculos, pretendendo atrapalhar a fluidez do tráfego, o comércio e a vida quotidiana de quem quer ir trabalhar ou frequentar a escola. Saem de Rachaprasong e deslocam-se para aqui e para ali errando sem destino e até ao antigo aeroporto de Don Muang, aqui encontrando forte e inesperada oposição policial. Para cúmulo do azar, cai uma torrencial carga de água, como se o céu finalmente pretendesse limpar as ruas e os maus espíritos que têm vagueado em cada esquina da Cidade dos Anjos. Poderão ainda tentar um último esforço, uma Kursk urbana sem esperança, mas o esquema da “defesa elástica” é o reconhecimento do fracasso. Já não é tempo para Pis*, mas sim de acalmia, reconstrução e reformas.

 

O Rei falou e apelou à união do povo e ao cumprimento do dever por todos.

 

Nos próximos dias, o país leal sairá à rua, em direcção aos seus afazeres quotidianos que apenas os “profissionais da revolução alheia” ignorarão. Como sempre e durante uns meses, os teóricos das “grandes causas” perorarão incansavelmente entre si, numa eterna procura da causa do óbito. Resta-lhes o consolo do gin tonic e uma estância balnear não muito distante do palco da revolução falhada.

 

Pelo que parece, é mesmo o fim.

 

* Pis: fantasmas, espíritos

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António de Oliveira Salazar (28.04.1889-27.07.1970)

Hoje, 28 de Abril, António de Oliveira Salazar faria 121 anos. Há três anos coloquei este post no Café, corria o ano de 2007, no qual havia sido publicado o livro Como levantar um Estado, com base num texto elaborado por Salazar para a Exposição Mundial de Paris, em 1937.

O post continua a ser muito oportuno e os excertos nele contidos, como se de algo intuitivo se tratasse, fazem no momento presente ainda mais sentido do que há três anos. Não sei se felizmente se infelizmente…

“Perante a Nação, mal despertada do seu torpor, reanimando-se penosamente de um pessimismo doentio, forçada pelas circunstâncias a defender o seu nome, a sua vida e a sua histórica missão civilizadora, aquele que governa não pode ver interesse nas mudanças superficiais que deixam intacta a causa dos males, mas sim, e unicamente, nas profundas transformações económicas, sociais e políticas que dão origem a novos costumes e a novas concepções de vida social e os garantem.


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