Mês: Janeiro 2010 (Page 1 of 15)

Desmascarando-os,

e, portanto, de leitura obrigatória:

 

Vá, podem ir embora, os bimbos e actores do Porto. Foi muito lindo, mas não deu em nada. Ainda hoje não deu em nada. Não há nada para comemorar. Não se comemora o roubo sistémico aos portugueses que a República possibilitou nem se inventam ideais à última. Não é possível comemorar a usurpação da democracia, baseada no Direito e na Justiça, pela Maçonaria dos favores, das cunhas e das excepções. Não se comemora a libertinagem sanguinária da Carbonária. Não há nada para comemorar hoje, dia 31 de Janeiro. Ala para casa, bimbos! Não se comemoram os assassinatos politicos que advieram sucessivos à tosca republicanice instituída porque imposta como boa, sendo o que foi e ainda é: desastrosa, basta olhar para os jornais todos os dias e no como não dá em nada esses crimes político-económicos, uns após outros.

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Nessa altura falaremos…

Via 2711 fico a saber que um republicano terá dito:

                   “Na República, contrariamente à Monarquia, todos nascemos iguais”

 

Só não me rirei de tal afirmação quando Oliveiras e Costa, Armandos Vara, Dias Loureiros ou   graúdos envolvidos no Processo Casa Pia, forem tratados pela justiça como os Bibis deste País.

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No centenário da república:

como dizia ontem na caixa de comentários,

 

 

na calamidade em que o País se encontra, só aparecendo um novo João Franco, que ponha os parlamentares e todo o governo na ordem, depois de manietar os carbonários e maçons para os impedir de minar o futuro, como minaram o nosso passado e o presente, e, então a democracia impor-se-ia natural e ordeiramente.

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ÀS 11 da manhã de 31 de Janeiro de 1891, a vitória do povo português

Às 11.00H da manhã de 31 de Janeiro de 1891, consumava-se a derrota de uma aventura que pressagiava aquilo que mais tarde seria o Portugal da República. Um regime de todas as violências, onde uma ínfima minoria pretendia – e conseguiu! – ditar a lei a um país inteiro. Hoje, os herdeiros do senhor Buíça estão todos em farta festança e como sempre, às custas do erário público. Elitistas como convém, lá estão a mostrar os pergaminhos que vêem do tempo do bisavô, do avô, do pai e que eles hoje confirmam. Gente muito bem, da banca, do universal império dos negócios e das sinecuras erguidas em fechadas academias. Uma infindável lista de nomes envolvidos em todo o tipo de trapaças, processos em curso ou pendentes e que conformam plenamente aquilo em que a "situação" se tornou: um tugúrio de parasitas grã-cruzes. Corrompem a História, exaltam o ataque ao Estado de Direito, legitimam a ilegalidade, nem se dando conta da péssima mensagem que pressagia um modus faciendi de que serão vítimas. Não perdem por esperar, estes percevejos.

 

E já agora…

Oporto this evening is a city of rejoicing. The storekeepers have thrown down the barricades from the windows and doors of their houses, and everybody is congratulating everybody else that the insurgent outbreak was not so serious as people at first expected it would be.

New York Times, 1 de Feveiro de 1891

Severel proeminent men, named as being members of the insurgentes directorate, disavow any connection therewith Judge Soares and Banker Lute [Leite?] being among the number.

New York Times, 2 de Feveiro de 1891

As a result of the investigation into the recent revolt, the police officials report that they have obtained convincing proof that the insurgents were in league with spanish revolutionist*. Among the proofs in the hands of the authorities are documents seized in the office of the Republica Portuguesa, wich include messages of congratulation received from spanish republican organizations, greeting the portuguese revolutionists as “brothers” who were on the eve of triumph.

New York Times, 5 de Feveiro de 1891

* Lembrem-se do verde e vermelho da Federação Ibérica.

 

 

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Ideias para subverter modas passageiras

 

 

 

 

 

A moda dos vampiros juvenis e apaixonados, popularizada pela saga Twilight, chegou a Portugal. Por toda a parte se vêem cartazes anunciando uma nova série da TVI, de seu nome Destino Imortal, transpondo para Portugal esta mistura de vampiros com Morangos com Açúcar (por acaso, uma criação do mesmo canal). Mas olhando para os cartazes, surgem-nos uma ameaçadora Evelina Pereira, uma Catarina Wallenstein desbotada, tal como os correligionários ao lado, e uma Maria João Luís e um Rogério Samora pálidos mas com ar cândido, quase ingénuo. Ora com essas expressões podia-se criar qualquer coisa com mais nonsense, com mais humor. Há uns anos surgiu o Ninja das Caldas, uma produção nacional de baixo custo com conhecido sucesso. Levando por diante esse modelo, podia aparecer qualquer coisa como os Vampiros de Oliveira de Azeméis, o Drácula de Loulé, o Nosferatu de Espinho ou o Blade do Monte da Caparica. Se as televisões generalistas não pegarem nisto, algum cineasta amador há de o fazer.

 

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Tema dominical da semana

Uma das melhores cenas, que é dizer das que eu mais gosto, da história do cinema. Evidentemente, só podia vir de um dos meus filmes de culto. Todos temos um momento na vida que é 25ª hora e o mundo aproxima-se ou já entrou nela.

The 25th Hour (A Última Hora) de Spike Lee
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Para memória futura ( 2 )

Ao passo que essa dinheirama toda é desbaratada,

Valongo recebe cinco mil euros para a construção de dois centros de saúde. Chega para comprar os primeiros sacos de cimento e os primeiros tijolos. Depois, logo se vê. ( … )

 A Região de Lisboa e Vale do Tejo volta a ser a mais beneficiada, ao receber quase 19% do total da despesa, contra 10,8% para o Norte, 6,45% para o Centro e 1,9% para o Algarve.

 

Constata-se assim que a prioridade governativa é o tal fogueteamento republicano, além de, mais uma vez , ficarmos a saber que há regiões mais iguais do que outras. E se as menos iguais fizessem uma espécie de 31 de Janeiro, mas a valer, e, agora, mais do que justificado?

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