Mês: Setembro 2009 (Page 1 of 14)

E agora, folheado que está o capítulo (1 )

das Legislativas, já posso dizer o que penso " deste " poder local – uma treta, um desastre, mais a nível das Câmaras Municipais, porque quando se fala das juntas de freguesia, a proximidade com a população é, por via de regra, maior, o que, na prática -pelo menos quando a freguesia é pequena, a pontos de quase todos se conhecerem- redunda numa maior participação, ainda que indirecta – para já, esperemos! – Também aqui urge mudar de rumo.

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Terá, talvez, dito ” só “: comprometeu…

A este meu remoque, diz o Mike," Hum… nós somos "oito ou oitenta", somos gente com o coração na boca. Acho um exagero o que disse a Constança Cunha e Sá ". Confesso que não estou certa se disse  perdeu  ou " apenas " comprometeu; mas fugiu-me o teclado para a verdade: acho que quem sai da engrenagem partidária não pode ser esse garante, porque nunca despirá a camisola, por mais cartões de filiação que rasgue.

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” Foi então que, para além do homem que lê tudo

 

o que lhe cai sob os olhos, que se cultiva infatigável e incomodamente, começa a esboçar-se o poeta, o escritor que há-de ser. Noites inteiras consumidas na leitura e no debate, na declamação e no convívio – pode parecer pouco mas são de facto os primeiros passos de um amor entranhado à cultura.

   Na Arcada, em Braga, o nosso ponto de encontro era o Café Astória. Ali se travavam algumas das mais apaixonadas e veementes polémicas entre grupos de sinal diferente. Ali se situava a nossa tribuna possível e o lugar de encontro da nossa tertúlia. Ali fizemos um longo e penoso aprendizado de intervenção pública ". ( José Moreira )

 

 

" O personagem já me tinha impressionado à distância, nas cavaqueiras da Porta Férrea e nos corredores da Faculdadede Letras, pelo arrebatamento que punha na eloquência da fala " ( Joaquim Veríssimo Serrão )

 

     Dois pequenos excertos incluídos no livro com que a Câmara Municipal de Valdevez quis homenagear um dos seus filhos ilustres. Reuniu, para isso, textos de grandes vultos da Cultura Nacional, de João Bigotte Chorão a António Manuel Couto Viana, de Adriano Moreira a Pinharanda Gomes, e tantos outros…

Se é certo que nasceu nos Arcos, foi em Braga que decorreu muito da sua vida ( a direcção contrária de um escritor cá muito de casa – Tomaz de Figueiredo ); e por me saber desta região, há tempos, um blogger amigo perguntou-me se tinha, ou tinha conhecimento deste " in memoriam ". Se eu nem conhecia o escritor! Disse-me então que se tratava de um grande contista e poeta. Que iria procurar…

As tentativas feitas nesse sentido revelaram-se infrutíferas, e nada consegui saber, para além do que me fora dito, sobre Amândio César. Até ontem, quando um familiar me ofertou este exemplar. Escusado será dizer que não descansei enquanto o não li, e que não descansarei até encontrar pelo menos algumas das obras aí mencionadas.

 

                  Obrigada, Manuel.

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“Portuguesices” sem interesse para presidentes ou primeiros-ministros…

 Estes luso-asiáticos mantinham entre si laços estreitos, relações familiares até, trocavam vitais informações de natureza comercial, diplomática e política, abriam mercados e inibiam a acção de estranhos, intrigavam e faziam lóbi. Quando as embaixadas britânicas, norte-americanas ou francesas chegavam a determinado local para negociar tratados com as potências regionais, tudo o que traziam para discussão era há muito conhecido pelos seus interlocutores locais. Quando Roberts chegou ao Sião em 1833, ficou estupefacto quando o Phra Khlang (responsável pelos contactos com os estrangeiros) retirou triunfante de uma pasta um volumoso lote de recortes de jornais norte-americanos e lhes disse: "sabíamos há muito que viriam". E acrescentou: "sabemos quantos são, as propostas que trazem e onde estiveram antes de aqui chegarem". Atrás do Phra Khlang, um siamês de ascendência portuguesa ria silenciosamente.

 

in Combustões

Num cinema perto de si…

 

"My Own Private Mariani II"

 

A uma ordinarice, responde-se com outra. O sr. Cavaco Silva, na sua antiga e bem conhecida versão feroz, regressou para o contentamento de todos. Acabaram-se as mise en scène dos silêncios e falas mansas, pois a reeleição já aí está e hoje na bicha dos supermercados não se deve falar noutra coisa senão no …"novo Salazar que é uma pena não ser multiplicado por cem".  Por sua vez, a intrusa ovelha que estadeou no nosso rebanho durante três meses, voltou já com a sua autêntica e encrespada pele de lobão. O sr. Sócrates novinho em folha, fero e implacável, num bem encenado número de ventríloquo, servindo-se do sr. Silva Pereira.

 

O palco está montado e encantados, os famigerados monárquicos sentam-se na primeira fila. Era exactamente disto que estávamos à espera para um Centenário em grande.

A vez do apito laranja

 

 

Como dizia o meu amigo Miguel Netto num comentário ao post das 17.00 horas, o que está a acontecer entre a presidência e o governo, é inerente ao próprio regime.

 

No passado Domingo, Cavaco foi votar, foi tomar partido. Conhecendo a personalidade, sabemos em quem votou e porque o fez, aliás no seu pleno direito. Soares fez o mesmo, assim como Sampaio. Cada um deles vota e escolhe o partido dos seus, aquele que o alçou à magistratura e lhe fornece os necessários e muito numerosos assistentes que o coadjuvam nas funções.

 

O actual residente de Belém confirmou tudo aquilo que a controvérsia lhe aponta. Manifesta a suposição de insegurança, ao ter encontros com gente que lhe garanta a blindagem do seu equipamento electrónico, seja ele qual for.  Não desmentiu categoricamente as palavras proferidas pelo sr. Lima – que falou "em nome do presidente" .e apontou o dedo ao partido do governo.

 

A república é isto e fatalmente iremos conhecer de forma desabrida, o mesmo tipo de conflitos que sujaram durante mais de uma década, a necessária decência que não existiu, por exemplo, entre Mitterrand e os governos eleitos pela direita francesa. Os portugueses não estão habituados a este tipo de esquemas palacianos e pelo contrário, desprezam-nos visceralmente. A imagem que ficou no imaginário popular, foi aquela deixada pela imparcial – por vezes salomónica – Monarquia.

 

Ainda que de uma forma sofrível, Soares soube disfarçar a hostilidade que votava ao seu 1º ministro Cavaco Silva. Sampaio foi aquilo que se sabe. Cavaco, sendo de direita, não beneficiará daquela condescendência outrora votada aos seus antecessores, bem protegidos por um complexo emaranhado de interesses e lugares cativos de um controleirismo bastante evidente. Os velhos complexos de esquerda que atingem bem fundo uma sociedade incrédula, pouco interessada e sobretudo irresponsável, sempre deixou passar incólumes, as atitudes que deslustraram, rebaixando-as, as funções presidenciais. Episódios vergonhosos de desrespeito presidencial pela parcimónia na despesa, o claro pendor para o nefando "amiguismo" de vários contornos,  o descarado favoritismo partidário e outras aleivosias mais, sempre beneficiaram da passagem da esponja progressista que tudo rapidamente fazia esquecer.

 

A partir  desta noite, Cavaco não parecerá tão diferente daqueles que substituiu e nem poderia ser de outra forma. É assim que se faz a política da partidocracia levada até às suas últimas consequências, neste caso, a própria chefia do Estado que a população devia olhar como instância suprema, independente e digna reserva moral da nação.

 

Assim sendo, A. Cavaco Silva dará posse a um governo no qual não confia e contra o qual decerto – muito legitimamente, segundo o seu ponto de vista ou interesse – erguerá defesas. Tendo querido ter a absoluta certeza da consumação eleitoral do fim da maioria absoluta, sente-se mais seguro para rapidamente passar a um ensaio geral para uma não muito longínqua tentativa de mudança do regime: a 4ª república, ou seja, ele.

 

A partir de hoje, os portugueses acordam para uma realidade pela maioria  desconhecida, ou envergonhadamente ignorada.

 

 

 

 

Bruxaria na Moncloa: está tudo explicado

 

 

O casal Obama recebeu o agrimensor-mor do TGV ibérico, o sr. Zapatero que desta vez, resolveu trazer a sua bonita consorte Sonsoles* e as duas filhotas (Patalogika e Min?). Na imagem o feliz grupo posa para uma foto na Casa Branca.

 

Agora percebemos finalmente,  a razão pela qual alguma gente da nossa política anda tão obcecada pela "Espanha, Espanha, Espanha". Nas cimeiras ibéricas realizadas além-fronteira, os repastos devem vir preparados convenientemente, após a adição de umas gotinhas mágicas concebidas pelas duas jovens aprendizes de feiticeira. Paelhas, solomilhos, "enpanados", gaspachos, tortilhas, "perritos calientes" ou um simples bocadilho com "jamón serrano", chegam á mesa de forma a  produzirem um enguiço tal, que deixará o povo português hipotecado e em catalepsia durante mais de meio século.

 

Nem o Harry Potter, qual quê…

 

* Sonsoles, um nome que faz o pleno dos nossos velhos preconceitos relativamente aos espanhóis. Se a este adicionarmos as peinetas, vestidos às bolas, castanholas, mantilhas e o sapateado andaluz, estamos falados. Qual será o diminutivo? Sosón, Soles ou Solita?

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O Rato e a Montanha

 

A questão do dia: a Montanha vai parir um rato, ou o Rato parirá uma montanha? 

Aguardemos pelas notícias das oito da noite. 

 

Sem papas na língua, para o bem e para o mal, como é seu costume, o bastonário da Ordem dos Advogados e insuspeito republicano Dr. Marinho e Pinto, declarou "«Isto é muito mau para o Estado português, é muito mau para a imagem do Estado português e é muito mau para a imagem das instituições da República. É muito mau para a República».

 

É mau para a República claramente. Mas é um produto da república. Quando o Chefe do Estado é parte da luta política, quando o Chefe do Estado está refém de uma ideologia e provém das forças partidárias que  se digladiam e a elas deve a sua eleição, embora teóricamente esteja acima delas somente por força dos preceitos constitucionais,quando o partido do Governo está ideológica e partidariamente em dissonância com o Chefe do Estado e não concorda com a sua actuação que considera prejudicar as suas políticas, que se esperaria?

João Mattos e Silva, presidente da RAL

 

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Importa-se de repetir?

"porque o CDS sai destas eleições como um partido da extrema-direita parlamentar. Afirmou-se com uma cultura de extrema-direita europeia, algo que até contraria a cultura histórica da direita portuguesa".

Eu bem digo que " estes romanos estão loucos ".

Numa coisa concordo com o líder do partido do outro Portas: a coligação seria suicidária, sim, mas para o CDS.

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