Mês: Julho 2009 (Page 1 of 15)

Ok, eu nunca o ouvi ao vivo

 

 

mas os vossos relatos, Daniela e Luís confirmam que aquela voz que oiço tantas vezes, pertence, como  sabia já, no primeiro caso,  e calculava, no segundo, a um cantor de excelência, e a uma pessoa com P grande.

Confesso ter ficado com um bocado de inveja, mas ninguém pensava que sou de ferro, pois não? 🙂

É que se trata de um homem que respeito muito para além do artista.

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14.º Seminário da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico – Press Release


14.º Seminário da Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico

1-8 Agosto – Escola Naval – Alfeite

Press release – 31-07-2009

A Comissão Portuguesa do Atlântico e a Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico (site e blog) organizam pelo 14.º ano consecutivo o Seminário Internacional da Juventude, este ano subordinado ao tema do Novo Conceito Estratégico da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), contando para isso com 50 participantes representativos de 16 nacionalidades de Estados Membros e Parceiros para a Paz desta organização. O seminário decorre de 1 a 8 de Agosto na Escola Naval do Alfeite.

A sessão inaugural, que terá lugar na Escola Naval, às 17.45 do dia 1 de Agosto, contará com a presença do Dr. António Vitorino como key-note speaker, estando a imprensa convidada a assistir.

Agradece-se confirmação com a finalidade de se tratar da credenciação para aceder às instalações da Escola Naval (através do email samuelppires@gmail.com ou por telefone para Sofia Moniz Galvão – 915816611).

(o programa do Seminário encontra-se disponível aqui).

Por detrás, a fotografia tem a data: Abril de 1995.

 

Na praça do Giraldo, em frente do chafariz, três sobrinhos: no meio, um de cinco anos, ladeado por dois pouco mais velhos; olhando para o petiz fotografado, e para o rapagão de 19 anos, de músculos de pedra, penso que, afinal, já passaram 14 anos…

Mas revejo-nos a sairmos do Turismo, na praça, os adultos com mapas onde cada número indicava um monumento a visitar, e  dele nos dava informação bastante. Aqui o Templo de Diana, ali as ruínas do Palácio de D. Manuel, acolá a janela manuelina da casa de Garcia de Resende…

Nesse primeiro dia da nossa estadia vimos muito, andámos muito, e acabámos a noite num restaurante de uma ruazinha à esquerda da praça, tendo à frente umas muito saborosas migas, e um Cartuxa da adega local. Mas voltaríamos nos dias seguintes para completar em beleza o périplo por aquela cidade, a que havíamos de voltar mais vezes, sempre com o deleite que sentimos nesse Abril já longínquo.

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Sonhos presidenciais na Madeira, palácio, hotel e pataniscas

 

 Existe neste país um invisível fluído de parvoíce que a quase todos atinge. O presidente dos republicanos recebeu na Madeira, a visita dos reis de Espanha, motivando a usual azáfama em redor dos ilustres visitantes. Se a chegada de um presidente alemão, francês ou italiano passa sempre despercebida e remete-se a uma mera troca de condecorações intra-muros do vergonhosamente arruinado Palácio da Ajuda, a chegada de um príncipe, grão-duque ou rei – mesmo tratando-se de representantes de minúsculos Estados -, reveste-se imediatamente de uma importância que coloca problemas ao sofrível serviço de protocolo republicano. Os enxames de assessores (de facto, são mais "acessores") não fazem a mínima ideia – ou pior, talvez nem se atrevam a sugerir – de como industriar o casal presidencial acerca dos usos e costumes de um meio para o qual não foram preparados e as gaffes, perfeitamente desculpadas pelos visitantes, nem por isso passam despercebidos à corrosiva opinião dos mais atentos.

 

Parece uma obsessão, esta nossa marcação constante aos passos dos sucessivos inquilinos do antigo Paço de Belém e existem duas corriqueiras explicações para este escrutínio: a primeira diz respeito à nossa oposição ao regime actual e a segunda, advém sobretudo da astronómica despesa que este representa. De facto e sem contarmos com o insólito peso da representação regional nos Açores e na Madeira, a chamada "presidência da república" é um fosso de despesismo que a ninguém poderá passar despercebido, dada a gritante e dificilmente ocultável evidência. Em conformidade com os desmesurados gastos, espera-se o desempenho impecável do exercício da representação nacional, coisa que muito raramente acontece. Desta vez a estroinice é na Madeira, onde existe formalmente um "Representante da República" com competências protocolares, palácio à disposição e toda a despesa inerente. Estando o sr. Cavaco Silva no arquipélago, competir-lhe-ia receber os visitantes de forma condigna, mas tal não aconteceu. O rei João Carlos e a rainha Sofia  foram conduzidos a uma recepção num hotel, ficando o citado palácio do "representante" fechado a sete chaves, talvez justificando a permanente guerrilha existente entre os representantes republicanos de Lisboa e um Governo Regional que melhor faria em proclamar desde já a Monarquia na ilha, reconhecendo D. Duarte II.

 

Está bem, compreende-se esta mania hoteleira, porque a sra. Dª Maria talvez estivesse assim mais perto de uma rica cozinha, mesmo à mão para propiciar alguns daqueles petiscos fritos tão apreciados pelo seu risonho esposo. Além do mais e depois dos episódios pitorescos ocorridos nas grutas da Capadócia e no catanço às Edelweiss em Sal-tze-burregue (1) – na perfeita pronúncia da dita faladora senhora –  esta visita à Madeira decerto proporcionará mais uns capítulos de soap-opera. Coisas da república (2)…

 

 

* Como prova de boa vontade e de amizade, o governo português podia colocar hoje na fronteira espanhola, os etarras que vivem como "refugiados políticos" em Portugal, sob uma inexplicável protecção que nos envergonha.

 

(1) The hills are alive…. with the sound of music…!

 

(2) Quem as quer que as pague!

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Democracia Portuguesa – IV

Há uns dias escrevi num artigo aqui para o Estado Sentido que o Integralismo Lusitano estava morto.

No meu último texto admiti que esta opinião foi precipitada.

Decretar a morte e nascimento de uma Ideia é um exercício de dogmática totalitária. Não posso, assim, declarar o óbito no Integralismo. Posso, no entanto, expor algumas ideias que mostram que os ideias de organicismo não são monopólio dos Integralistas, nem de que o Tradicionalismo Constitucional não é incompatível com o Liberalismo Constitucional, ou os Monárquicos Liberais. Aliás, este mesmo Tradicionalismo é melhor praticado na doutrina liberal do que na integralista.

 

No meu último texto procurei uma alternativa para a Partidocracia. Dei o exemplo da Câmara Corporativa, presente na Constituição de 1933. No entanto, apontei apenas um exemplo alternativo, quando me falta o documento constitucional que melhor se adaptou à realidade social do país na sua época: a Carta Constitucional.

 

A Democracia Portuguesa, que será republicana na forma de governo quer seja Real ou não, será uma Democracia que não poderá esquecer a história política e jurídica nacional. O respeito pelas antigas Leis e pela Doutrina filosófica, política e jurídica deste antigo país deverá estar patente na formulação de um novo documento, de uma nova Lei Fundamental.

 

A Carta, no seu zelo pela separação de poderes, criou uma Câmara dos Pares, que fiscalizava a acção do Chefe de Estado e a da Câmara Baixa (dos Comuns).

 

Será que a criação de um sistema bicameral (duas Assembleias/Câmaras Legislativas) poderia congelar a influência partidária que controla caprichosamente a política portuguesa?

 

Em 1909, Portugal usava este sistema, e ainda assim o rotativismo e o caciquismo eram um problema quase tão grave como agora. De facto, grande parte dos constitucionalistas liberais, como o grande Benjamin Constant, viam na Câmara Alta um meio eficaz de combater os efeitos nefastos de uma representatividade popular que se revelasse improdutiva e parasitária. No entanto, os atentados permanentes à instituição, bem como a dificil relação entre conservadores e radicais liberais, tornou a existência do sistema bicameral uma dura prova. Além do mais, como afirma Herculano, a excessiva centralização administrativa, de perfil quase-absolutista, minou toda a efectividade da Carta Constitucional.

 

A Democracia Portuguesa poderá ser bicameral. A Câmara "extra" poderá ser de carácter meritório, como é o caso do Senado francês, nobiliárquico, como é o caso inglês, electivo, como o americano. Poderá também, como já o propuseram alguns cartistas, ser de carácter corporativista. Na minha opinião, o modelo francês será o melhor. Uma Câmara Corporativa poderia coexistir com as duas últimas, e podia ser um órgão que providenciasse pareceres facultativo, vinculativo em alguns casos. Penso que a actual construção da economia não é muito propícia para que uma Câmara Corporativa atinja tal importância no plano político nacional.

 

Liberalismo e Constitucionalismo Tradicional

 

excertos de Luís de Magalhães, conclusões sobre uma possível dicotomia Liberalismo/Tradicionalismo:

: «1.º que nenhuma incompatibilidade há entre tradicionalismo e liberalismo; 2.º que, justamente, a tradição política portuguesa afecta o carácter liberal nas suas origens e em muitas disposições da sua antiga legislação; 3.º que, desde o fim do século XVII, o tradicionalismo representativo foi sufocado pelo absolutismo doutrinário; 4.º que nesse regime se estava de facto em 1820, ao rebentar a nossa primeira revolução liberal; 5.º que essa revolução, em reacção contra o absolutismo, invocou as tradições representativas da velha monarquia; 6.º que o golpe de estado de 1828 não foi uma reacção tradicionalista, mas, sim, uma reacção absolutista; 7.º finalmente, que, em consequência, (…) a Carta, pondo termo ao regime absoluto e restaurando as instituições representativas da Nação, na base das suas antigas classes, sem afectar a supremacia do poder real, era um Código político de feição marcadamente tradicionalista.»);

 

Individualismo e Organicismo

 

«1.º que o individualismo não é incompatível com o chamado organicismo; 2.º que, ao contrário, são reciprocamente dependentes, pois, se não há sociedade sem indivíduos, é numa sociedade organizada que o indivíduo tem mais garantias de segurança, de bem estar e de livre expansão da sua personalidade, ao abrigo e na conformidade das leis; 3.º que a Carta não constituía menos organicamente a sociedade portuguesa do que o fizera o antigo regime; 4.º que o esquema orgânico da Carta só em pormenores acidentais divergia do da Monarquia tradicionalista; 5.º finalmente, que as garantias individuais consignadas na Carta (como em todas as constituições contemporâneas) tendo mesmo algumas delas, como se viu, longas raízes na nossa tradição política, não afectam de forma alguma o carácter tradicionalista que à mesma Carta atribuí.»

 

 

Ler:

O Discurso da Infanta Regente

Blogue Livre e Leal Português

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Sucedem-se os bons exemplos da democracia do paralelo 38

A Coreia do Norte executou publicamente uma mulher cristã no passado mês de Junho por ter distribuído a Bíblia, proibida no país, informaram activista coreanos esta sexta-feira.

 

Ri Hyon Ok, com 33 anos de idade, foi executada na cidade e Ryongchon, cidade do noroeste da fronteira com a China no dia 16 de Junho, segundo um relatório de uma aliança de dezenas de grupos activistas anti-Coreia do norte.

Os pais, o marido e os três filhos foram enviados para um campo-prisão político na cidade de Hoeryong, no noroeste do país, um dia após a execução.

Embora a Coreia do Norte afirme que a liberdade de religião dos cerca de 24 milhões de habitantes está assegurada, na realidade existem observações religiosas bastante rígidas, sendo que a religião praticada no país consiste no culto de personalidade em torno do fundador Kim II-Song e o filho, o actual líder Kim Jong-II.

O governo autorizou quatro igrejas estatais, uma Católica, duas protestantes e uma Ortodoxa, destinadas a estrangeiros. Contudo, os activistas estimam que mais de 30 mil norte-coreanos praticam secretamente o cristianismo.

 

A pátria dos Queridos Líderes e arranha-céus com elevadores que não funcionam, apologizada por Bernardino Soares e por diferentes pasquins ligados ao PCP , continua a mostrar a sua face ao mundo. Espanta-me como é que um caso como este, já com uns dias,  teve tão pouca repercussão e pouco se ouviu falar nas notícias

 

Bem a propósito, surgiu agora uma obra  – "Os Aquários de Pyongyang – Dez anos no Gulag Norte-Coreano", de Kang Chol-Wan e Pierre Rigoulot, na Editoral Hespérria (sugestão de CM) –  que é mesmo oportuna. A tomar nota da coluna de horrores que provavelmente desfilará naquelas linhas.

 

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Quantas vezes, na infância,

ouvi  não, sem prejuízo de, e quando assim o ditava o sentido de justiça e de equidade, ouvir um sim, sempre muito festejado.  Hoje, basta ir a um restaurante para se distinguir uma criança que o ouve, de outra  a quem os pais dizem sempre sim. Mas esta nova tendência educacional tem já alguns anos, e, a cada passo, tropeçamos com o resultado dela. Deprimente.

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