e pegando nas palavras de Pessoa, J. Carlos Tavares pergunta o que fazer para cumprir Portugal. A Nação começou a cumprir-se em 1128, e por muitos séculos se percorreu bom caminho, até que começámos a perder o sentido de orientação, e a decadência tem-se tornado mais, e mais, imparável.Quem pode responder a essa questão que a todos aflige, encolhe-se. Um beco sem saída?
Mês: Maio 2009 (Page 1 of 17)

Como soe dizer-se, a esperança é a última a morrer….
Pronto, não consigo fazer a ligação ao artigo* « Aseel al-Awadi: a professora de Filosofia que entra sem véu no Parlamento do Kwait », mas aí a jornalista do Público fala em quatro mulheres que, exclusivamente pelo seu mérito, foram eleitas contra o fundamentalismo.
A mesma Aseel que sempre se opôs ao sistema de quotas " porque negava a possibilidade de as mulheres serem eleitas por mérito ".
* Porém, a notícia, ainda que não tão completa, foi dada pela TSF, também, no dia seguinte ao das eleições ( 16 de Maio ).

Sabia mais de metade da missa, sim senhor, que a ela a Zefa sempre se confiara; não sabia era que o desfecho, que adivinhava já, se fosse dar tão cedo. Mas ele havia coisas que não eram para publicar…
Assim pensava Marianinha quando lhe entrou pela casa adentro o seu homem esfomeado: que fosse tirar das mãos a terra, que a merenda não tardava na mesa…
Depois que o viu saciado, sentou-se-lhe em frente e pediu a dispensasse aquela tarde do trabalho que sabia ser farto, mas era uma precisão o que ia fazer,que não podia deixar para outro dia, e, ademais, estava fiada de que lhe traria notícia de quem os iria ajudar no amanho da terra…
Ficou-se a vê-lo afastar-se, e, tirado o avental, meteu pelo caminho que levava a casa da amiga. Que não pagava a pena aquela tristeza, dir-lhe-ia; que cuidasse de olhar em frente, e para isso haveria muita gente a ajudá-la.Que pensasse no que de bom ainda lhe estaria reservado. Por ora, precisavam da ajuda dela lá na lavoura, e não tivesse cuidados com os pequenos, pois que não faltaria quem os acautelasse…

Completamente execrável este ponto de vista de Marta Crawford:
Um autêntico atentado à liberdade individual bem demonstrativo de certa mentalidade que grassa em Portugal. É a típica mania de intervir através do Estado em tudo aquilo que em nada lhe diz respeito e impondo aos outros os nossos valores. E o que é que nos diz que os nossos valores são melhores do que os dos outros? Se a educação é feita com base em preconceitos, quem é que garante que os nossos são preconceitos verdadeiros? Portanto, qual é que será mesmo o programa e o que será ensinado nessa disciplina? Engenharia social no seu melhor. Se há uns anos atrás pensava que seria positiva a leccionação de uma disciplina obrigatória de Educação Sexual, hoje creio que essa deverá ser meramente opcional. Se muitos pais não sabem educar os seus filhos nesta temática isso não justifica que se obrigue os filhos dos outros a ter tais disciplinas na escola. Os pais devem poder escolher se pretendem educar os seus filhos em casa ou através dessa disciplina.
Excelente ainda o ponto de vista do Miguel Vaz:
Apesar disso, a Educação Sexual sempre foi uma bandeira de um certo associativismo estudantil progressista. Agora, parece que querem fazer disso uma disciplina de frequência obrigatória. Para falar de quê?
Já aqui (1, 2) dei conta da SIMOTAN IV . Ficam agora disponíveis os vídeos no canal do Youtube da Comissão Portuguesa do Atlântico / Associação da Juventude Portuguesa do Atlântico.
1 – Entram para a coluna da direita o Esse Bandido, A Conspiração das Teorias, De Si para si e Khôra.
2 – Em destaque, o Minoria Ruidosa do Miguel Vaz.
São curiosas as parecenças entre os antigos líderes comunistas estrangeiros mais carismáticos e alguns dos nossos mais conhecidos. Acredito bem que tal não seja mais do que fruto do acaso, mas não me posso esquecer do que dizia quando eu era muito novo a mãe de um amigo meu:“aquela gente comunista é tão fanática que a pouco e pouco fica toda a parecer-se com o seus ídolos políticos”. Não negando ser algo duvidoso que a metamorfose física realmente ocorra, lá que são parecidos são! E nesse caso a Sra. Odete Santos será parecida com quem ? Talvez com a Rosa Luxemburgo.
Falta o bigode e a pera. O ar é mais paternal e o contexto é mais pacífico
Aqui falta novamente o bigode e pera
A crise económica endémica nacional agravada pela conjuntura internacional tem precipitado uma catadupa de despedimentos colectivos, falências das empresas e dificuldades generalizadas em obter empréstimos dos bancos. Tudo isto confere força à extrema esquerda e ao Bloco de Esquerda em particular que começa a deixar vislumbrar os seus projectos políticos para Portugal e que não são muito diferentes dos já propostos pela UDP, o PSR, ou o próprio PCP; nacionalizações, combate aos negócios privados, expropriações, distribuição de propriedades particulares a preços simbólicos.
A proposta mais recente do Bloco de Esquerda foi a do candidato Luís Fazenda e que ilustra o respeito que tem pela propriedade privada. Tendo por objectivo combater as casas devolutas, defende que o Estado “requisite” temporariamente os imóveis (salvo erro já ouvi esta cantilena antes em meados dos anos 70), os recupere e os alugue posteriormente a valores simbólicos (reduzidos). Tudo isto contra a vontade dos proprietários e para tornar impossível que as ditas habitações permaneçam vazias à espera de um momento mais favorável para serem vendidas.
Os “bloquistas” consideram a valorização do mercado imoral, tal como os rendimentos do aluguer de uma habitação ou a simples liberdade de uma pessoa decidir ou não arrendar, vender ou manter a sua casa vazia. O Bloco de Esquerda considera que a propriedade privada é coisa de ricos, capitalista e exploradores. Curioso, o meu merceeiro trabalha afanosamente seis dias por semana com a mulher e já comprou vários imóveis para além do próprio estabelecimento. Normalmente todos os dias nos últimos 30 anos, entre as 8h da manhã e as 9h da noite sempre o encontrei lá a labutar. Afinal de contas não sabia e aquele individuo à primeira vista respeitável não passa de um capitalista explorador e imoral. Resta-me uma dúvida explorador de quem? Dele próprio? Dos clientes? Salvo erro só lá compra quem quer.
Os dirigentes da esquerda portuguesa pensam que o povo deve viver em imóveis colectivos, a preços fixos estabelecidos pelo Estado. A incúria escandalosa dos governos do rotativismo (PS e PSD) é responsável pelas ambições renovadas da extrema esquerda portuguesa. Um dia quem sabe se com mais uns tantos votos ainda nos põem a todos a marchar alegremente para os campos em troca de senhas de ração. Digo isto e no entanto é necessário diferenciar o Bloco de Esquerda do PCP, os primeiros são movidos por ideais em muitos casos separados da realidade, enquanto os segundos sabem bem o que querem. O Sr. Louçã e respectivos colaboradores não procuram alcançar nada menos que a utopia (palavras deles) o que é natural se considerarmos que são comunistas caviar, com pouca relação com o mundo real, movem-se entre ideais sem ter em conta as complexidades do mundo real.




