«O meu marido é dos petróleos» é lindo, JCS in Lobi.
Pobres de primeira e pobres de segunda classe, O Jumento.
O pensamento único na economia em Portugal, Michael Seufert in O Insurgente.
Valha-nos Marx, Pedro Correia in Corta-fitas.
A Mãe de Todas as Patranhas, O Réprobo in As Afinidades afectivas.
Está tudo Doido III – As FARC no Coração do PCP, Bernardo Cunha Gonçalves in Incontinentes Verbais.
Os jornalistas são humanos e La Palisse não funciona em Portugal, Paulo Pinto Mascarenhas in Atlântico.
Só por curiosidade acho que seria boa ideia a toda a gente que lê o sector conservador portguês (que agora gosta de se chamar “liberal”) dar uma vista de olhos ao percurso destes escritores… ver quantos não andavam com Marx na boca há 30 anos e quantos no fundo nunca ultrapassaram os complexos do Marxismo mesmo adoptando uma nova fé.
Pedro há 30 anos o país era outro, o mundo era outro. A ideologia marxista é mais sedutora na flor da idade, pela prometida utopia de sonho, quando ainda se acha que se pode mudar o mundo. Se passado alguns anos ainda se andasse a falar do mesmo e a basear o nosso pensamento no mesmo isso significaria apenas uma coisa: que não evoluímos. Assim como aconteceu às organizações comunistas e proto-comunistas, mesmo nas divergentes famílias maoístas, trotskistas e afins que não souberam acompanhar a evolução e a mudança.
Além do mais, acho que já uma vez tinha dito que muitas das observações de Marx são extremamente acertadas, as suas conclusões e a deturpação de que foi alvo por parte de muitos outros é que levaram a autênticos desastres.
Devia ter sido mais claro… o que quis dizer é que na minha opinião pessoal o que essas mudanças escondem é uma opção de comodidade e não uma evolução reflectida – o estar sempre do lado vencedor. De resto também deveria ter dito que Comunismo (e derivados) em vez de apenas Marxismo – esse realmente tornou-se um pouco numa corrente de pensamento maldita depois da queda do muro de Berlim, um choque emocional de repulsa que podemos entender bem pela desfaçatez da maioria dos intelectuais que se diziam Marxistas na altura.