Recorde pessoal

Numa frequência, 5 folhas de teste, 20 páginas completas. O recorde anterior eram 5 folhas mas 18 páginas. Pelo meio fica a explicação que daqui a uns dias talvez aqui deixe quanto à brilhante estratégia de Salazar em termos de política externa no que concerne ao período de 1936 a 1945, atravessando a Guerra Civil Espanhola e a II Guerra Mundial. Possivelmente a última vez que fomos determinantes para os destinos da Europa e do Mundo, considerando o nosso papel crucial para o desenlace verificado na II Guerra Mundial.

2 Comments

  1. Nuno Castelo-Branco

    Muitas questões há a colocar. O que teria acontecido se os alemães tivessem chegado a Portugal (Isabella Uebung) e transformado a nossa costa num viveiro de submarinos? O que sucederia aos ingleses no Egipto se, conquistado o nosso país, a Wehrmacht se apoderasse de Gibraltar, auxiliada pela Espanha? decerto Mussolini entraria em Alexandria, montado no seu cavalo branco.
    A rota do Médio Oriente estaria aberta, a Turquia provavelmente deixaria a neutralidade, a URSS perderia o Cáucaso e os alemães teriam o petróleo de Maikop, do Iraque e do Irão.
    A ocupação de Portugal, significava a vitória dos U-Boot sobre os comboios aliados no Atlântico norte.
    É muito possível que o mapa da Europa fosse outro e provavelmente, seríamos parte da Espanha. Enfim, meras suposições.
    Na política externa, Salazar fez bem.

    • Samuel de Paiva Pires

      Sem contar com a nossa habilidosa neutralidade colaborante cuja declaração de neutralidade acabaria por fixar a Espanha à luz do Pacto Ibérico, entendendo-se muito bem Salazar e Franco para impedir que a Península fosse tocada pelo flagelo da Guerra. Gibraltar era uma peça essencial no xadrez geopolítico, como o foram também os Açores, sem os quais dificilmente os Aliados teriam conseguido derrotar os submarinos alemães ou sequer abrir a frente na Normandia. Sem dúvida que Salazar fez bem, apenas infelizmente se deixou levar pela tentativa de contrariar “os ventos da História”, que viria a ter evidentes reflexos no plano interno, manchando o seu nome que ficaria para sempre associado à falta de liberdade, e, por tacanhez mental e desonestidade intelectual das esquerdas, a uma alegado fascismo, o paradoxo que legitima a luta anti-fascista que muito políticos portugueses ainda reclamam para si, quando na verdade nunca existiu fascismo em Portugal!

Deixe um comentário

© 2026 Estado Sentido

Theme by Anders NorenUp ↑